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Serginho e Marcelinho jogam o fino do vôlei e guiam Sesi-SP na Superliga

Dupla mais experiente do time da Vila Leopoldina tenta colocar mais um troféu em sua galeria

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

Experiência eles têm de sobra. Títulos e medalhas para contar a carreira, também. São como vinho, melhoram a cada ano. E agora, Serginho e Marcelinho, duas lendas do vôlei nacional, estão diante de mais uma final e da oportunidade de escrever mais um capítulo vitorioso em suas carreiras. Neste domingo (8/4), no Mineirinho, a dupla de veteranos do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) terá a missão de defender e guiar os ataques do time da Vila Leopoldina na grande final da Superliga Masculina 2014/2015, contra o Sada Cruzeiro.

Com 40 anos, Marcelo Elgarten é o mais velho jogador do Sesi-SP e traz consigo uma coleção de títulos que faz jus a sua carreira reconhecida mundialmente. Pela Superliga são três títulos (93/94, 96/97 e 03/04). Pela Seleção, é uma lista que passa pela prata em Pequim (2008) e o penta da Liga Mundial. Porém, sua experiência não o impede de chorar quando consegue atingir mais uma final nacional, ainda mais depois de uma dura campanha, como fez após a vitória sobre o Taubaté, que valeu a classificação.

“Eu choro com o vôlei sim. É muito difícil chegar numa final, principalmente na Superliga. E ali (depois da semifinal) eu chorei para aliviar essa carga pesada. É muito difícil e o alívio é enorme. Mas já passou e agora tem a final”, disse Marcelinho, que depois de três anos batendo na trave com o Minas, finalmente chegou à decisão e garante motivação de garoto para a disputa. “É a final do maior campeonato do país”.

Marcelinho, porém, está ciente do nível de dificuldade que vai encontrar no domingo. O Sada vem de quatro finais seguidas, além de ter ganhado tudo o que disputou nos últimos anos. Sem mencionar que joga em casa, com a fanática torcida do Cruzeiro ao seu lado. O capitão do Sesi-SP reconhece o favoritismo dos rivais, mas confia no seu time para sair com a vitória e o título.

“Eles são uma equipe muito entrosada e atuarão diante da torcida. Tudo isso conta. Mas o Sesi-SP está num momento muito bom e sabemos que podemos equiparar o jogo com o deles”, completou.

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Serginho e Marcelinho em jogo pelo Sesi-SP. Foto: Lucas Dantas/Fiesp


Para Marcelinho dar a direção das bolas, ele depende muito do passe que recebe. E ter ao seu lado aquele que é considerado o melhor líbero de todos os tempos é um trunfo considerável. Aos 39 anos, Serginho, o Escadinha, fez partidas (e defesas) memoráveis nos playoffs, anulando os atacantes de Maringá e Taubaté, e ainda distribuiu passes precisos para o levantador municiar os seus jogadores. A fórmula muitas vezes usada com sucesso na Seleção se repetiu no Sesi-SP e ajudou a equipe a chegar em sua terceira final de Superliga.

O torneio é um caso curioso na carreira de Serginho. Se pela Seleção ele ganhou absolutamente tudo o que disputou, o craque possui apenas um título nacional, pelo Sesi-SP em 2011. Mas, para Escadinha isso não muda o peso da final de domingo, que é como uma final com a seleção.

“Eu vou entrar da mesma forma que entrei em todas as finais que disputei, querendo vencer a qualquer custo. É mais um campeonato importante que eu quero vencer e encaro como todas as finais que disputei, sendo em Seleção ou clube. E como em todas que atuei, vou dar o máximo porque depois não tem mais”, disse o camisa 10 do Sesi-SP.

O palco do Mineirinho traz para Serginho a lembrança do título de 2011 e a emoção de conquistar sua primeira Superliga com quatro pinos nas costas e vindo de cirurgia. Mas agora ele não tem nenhuma restrição física, voou na temporada e joga sem preocupação. Apenas pensa em como defender a próxima bola.

“Naquele momento eu não sabia como meu corpo iria responder, se poderia ter algum tipo de resquício, dor ou sequela. Hoje eu estou preparado para a final”, garantiu, afirmando que o time também está. “Evoluímos muito no returno da Superliga. Hoje temos um padrão de jogo diferente e crescemos muito das quartas para a semifinal e da semi para a final. Vai ser duro para eles e para nós também”, completou.

Sesi-SP e Sada Cruzeiro decidem a Superliga neste domingo, às 10h, com transmissão da TV Globo direto do Mineirinho. Na Superliga, as duas equipes se enfrentaram duas vezes, com duas vitórias paulistas. No primeiro turno, três setes a dois na Vila Leopoldina. No segundo turno, três setes a um em Contagem, mas o Sada jogou com uma equipe primordialmente reserva, poupando seus principais jogadores. Em finais de Superliga, empate com um título para cada lado.