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“Será um golpe se a terceirização não for aprovada”, diz presidente da Riachuelo

Empresário conta no Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp como foi o crescimento do varejo no Brasil

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“Sou a favor da terceirização, pois é importante regularizar o que já existe. Se a lei não for aprovada, poderá inviabilizar muitos empregos”, afirmou o presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, durante a reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na noite de terça-feira (30/6).

Ao narrar sua trajetória bem-sucedida, o empresário abordou a importância de conhecer o novo papel do varejo.  “Temos uma revolução do varejo no Brasil de alta performance.” Segundo ele, o varejo há 20 anos era minoritário no país. “O PIB já cresceu 40% por conta do varejo. Na economia, o varejo foi o que de longe mais se formalizou, principalmente em termos trabalhistas.”

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Flávio Rocha durante reunião do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp. Foto Everton Amaro/Fiesp

Conhecido por ter criado o fast-fashion nacional, Flávio Rocha é fundador e ex-presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). Foi eleito o melhor CEO do varejo pela revista Forbes e Empreendedor do Ano, em 2013, pela revista IstoÉ Dinheiro. Participa ativamente de diversos órgãos ligados ao fomento do varejo e desenvolvimento industrial do país.

De acordo com o empresário, a tecnologia do leitor de códigos de barras foi a grande responsável pela revolução no varejo. “Antes denotava como cadeia de suprimento. O leitor começou a organizar e tabular as bilhões de dados e deu ao varejista informações jamais vistas antes. Isso significa um salto de crescimento em produtividade, fazendo com que o varejo assumisse o papel protagonista no mercado.”

“Não dá pra ser pessimista quando se pensa em varejo

“Com a chegada deste player, também chegou a formalização e o aumento de um ponto percentual no PIB brasileiro”, disse o empresário. Ele lembra que quando foi deputado, nos anos 90, subia na tribuna para questionar os tributos, que se “tivessem sido contidos à época, não estaríamos com uma crise deste tamanho”.

Rocha apresentou um plano de negócios focado na democratização da moda.

“Aprendemos a passar por cima solenemente no que aprendemos na aula de marketing:  vender para todos sem segmentar.  As aspirações e sonhos são democratizados e não existem barreiras”, disse.