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Senai comemora 72 anos de compromisso da indústria com a educação profissional

Decreto-lei que cria o serviço foi assinado em 22 de janeiro de 1942 pelo então presidente Getúlio Vargas

Agência Indusnet Fiesp

Não faltam motivos para comemorar. São 72 anos de trabalho dedicados à educação e ao desenvolvimento de São Paulo e do Brasil. Uma trajetória de comprometimento por parte da indústria iniciada em 22 de janeiro de 1942, quando o então presidente Getúlio Vargas, por meio do decreto-lei nº 4.048, criou o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O objetivo, desde sempre, foi organizar e gerenciar, em todo o país, escolas voltadas para a qualificação de mão de obra no setor.

O primeiro Departamento Regional da instituição surgiu na capital paulista: a Escola Senai “Roberto Simonsen”, localizada no bairro do Brás.

“Os nossos alunos são preparados com aulas práticas. E os cursos são montados em função das necessidades do mercado”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Senai-SP, Paulo Skaf. “Se a indústria precisa de técnicos em eletrônica, nós formamos técnicos em eletrônica. Se o mercado precisa de pedreiros, nós formamos pedreiros. É por isso que os nossos alunos já saem daqui empregados”, explica.

Skaf na inauguração do núcleo de joalheria em São José do Rio Preto: alunos saem dos cursos empregados. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf na inauguração do núcleo de joalheria em São José do Rio Preto: alunos já saem dos cursos empregados. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


De acordo com Walter Vicioni, diretor regional do Senai-SP e superintendente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), a instituição é prova da visão de futuro dos empreendedores da indústria. “O Senai é obra de empresários visionários e que romperam com o preconceito contra o trabalho feito com as mãos”, diz. “Vemos o trabalho como fonte de riqueza e bem estar. É por ele que promovemos a riqueza e o desenvolvimento social”.

Vicioni: “O Senai é obra de empresários visionários e que romperam com o preconceito contra o trabalho feito com as mãos”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Vicioni: “O Senai é obra de empresários visionários e que romperam com o preconceito contra o trabalho feito com as mãos”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Segundo Vicioni, o Senai-SP tem “uma cultura singular” e que “incentiva a valorização do trabalho bem feito”.

Saldo positivo

A instituição encerrou 2013 com 165 unidades em São Paulo, das quais 91 fixas e 74 móveis. Em média, o Senai-SP matricula 1 milhão de jovens e adultos em seus cursos todos os anos.

Foram inauguradas três escolas da rede nas cidades de Ourinhos, Pompeia e Mirassol, além de um núcleo de joalheria em São José do Rio Preto.

Isso para não falar da abertura, em junho, em Rio Claro, do Laboratório de Ensaios e Implantes da Escola Senai Manoel José Ferreira. O espaço foi criado para apoiar a competitividade do segmento e tem como objetivo oferecer ensaios físicos e químicos para as indústrias da região. Desde 2008, Rio Claro – município a aproximadamente 180 quilômetros da capital paulista – vem se projetando como polo de fabricação e desenvolvimento de implantes e instrumentais cirúrgicos para os setores de ortopedia, neurologia e bucomaxilofacial.

Em número de cursos, são 88 na área de aprendizagem industrial, 40 técnicos de nível médio e 40 de educação a distância. Isso além de 16 faculdades, 17 cursos de graduação tecnológica e 25 de pós-graduação lato sensu (especialização).

Alunos da Escola Senai Suíço-Brasileira, em Santo Amaro: foco nas necessidades do mercado. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Alunos da Escola Senai Suíço-Brasileira, em Santo Amaro: foco no mercado. Foto: Julia Moraes/Fiesp


Em 2014 tem mais

Em 2014, o Senai-SP vai fazer muito mais. Com relação à abertura de novas escolas, estão previstas mais cinco unidades nas cidades de Araras, Bragança Paulista, Cruzeiro, Mauá e São Caetano do Sul.

Serão implantados ainda dois núcleos de design, um na capital e um no interior. Será oferecido ainda um curso superior de tecnologia de design de produto.

Outra novidade que virá para fazer a diferença: a abertura de mais três escolas móveis para o setor de aviação, nas áreas de célula (estruturas metálicas), motores e materiais compósitos.

Está prevista ainda a conclusão de dois centros: um de nanotecnologia, o Centro Senai-SP de Novos Materiais Avançados e Nanocompósitos, na Escola Senai Mario Amato, em São Bernardo do Campo, com investimentos de R$ 17,5 milhões, e o Centro Senai-SP de Manufatura Avançada e Microfabricação, na Escola Senai Suíço-Brasileira, em Santo Amaro, na capital paulista.

Todas essas ações são prova de que, como já vem acontecendo nos últimos 72 anos, não há de faltar trabalho e comprometimento por parte da indústria paulista em nome do crescimento do Brasil.