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Seminário promove aproximação entre indústrias e Departamento de C & T do Exército

Comandantes das áreas de Ciência e Tecnologia (C & T) apresentam oportunidades de parcerias e negócios para indústrias brasileiras

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta terça-feira (19/08), aconteceu, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o seminário “Diálogo entre o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército e a Indústria Nacional”.

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Evento discutiu possibilidades de interação e parcerias. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A iniciativa do Departamento da Indústria da Defesa (Comdefesa) da Fiesp teve como intuito apresentar às indústrias dessa cadeia produtiva a estrutura do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército Brasileiro e as possibilidades de interação e parcerias.

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Jairo Cândido: Comdefesa tem como missão a valorização constitucional das Forças Armadas e o fortalecimento da indústria brasileira. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O diretor titular do Comdefesa, Jairo Cândido, relembrou que a busca de sinergia deste seminário está alinhada aos propósitos iniciais do próprio departamento, de de cuidar da valorização constitucional das Forças Armadas e o fortalecimento da indústria brasileira. “Essas duas vertentes andam absolutamente juntas e uma depende absolutamente da outra”, afirmou Cândido.

O titular do Comdefesa destacou ainda que, devido a transversalidade do tema, é importante que todos os setores e segmentos percebam que, por meio de projetos estratégicos, podem obter patamares tecnológicos mais elevados. “E esse é um caminho sem volta para obter competitividade nos mercados nacionais e internacionais.”

O chefe do Diretoria de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército, general Sinclair J. Mayer, fez uma breve apresentação da atual estrutura da área que tem como a missão planejar, organizar, dirigir e controlar atividades científicas e tecnológicas no âmbito do Exército. Outro desafio que está na missão do DCT, , segundo ele, é promover o fomento da indústria nacional visando o desenvolvimento e a produção de sistemas e materiais de emprego militar.

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General Sinclair J. Mayer: promover o fomento da indústria nacional é parte da missa da Diretoria de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército. Foto; Everton Amaro/Fiesp

Apesar da limitação orçamentária impedir mais investimentos em inovação e tecnologia por parte do Exército, algumas saídas são visualizadas com a participação da iniciativa privada.  Entre elas, o general Sinclair J. Mayer destacou o projeto do Polo de Ciência e Tecnologia do Exército em Guaratiba (PCTEG), no Rio de Janeiro.

O polo promoverá a sinergia e integração entre governo, institutos de pesquisas e desenvolvimento (P&D), Academia (o Instituto Militar do Exército) e as indústrias interessadas em participar. “Estamos recebendo interesse de várias empresas nacionais e também do exterior por meio das parcerias.”

O evento teve ainda apresentações feitas pelo vice-chefe de Tecnologia da Informação e Comunicação do Exército, general Antonino dos Santos Guerra, e pelo diretor de Fabricação do Exército, general Ubiratan de Salles.

No encerramento, os convidados conheceram a nova estrutura e a visão de futuro da Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel). O diretor-presidente da empresa, general Celso José Tiago, traçou um panorama da atual situação das cinco fábricas do grupo e afirmou que a empresa está passando por um choque de gestão com foco em inovação.

Hoje, cerca de 50% a 60% do faturamento da empresa é dependente do Exército Brasileiro, enquanto de 25% a 35% vem da Segurança Pública e de 10 a 15% de compradores privados.

A expectativa é que, no ano de 2026, essa participação seja alterada, expandindo as vendas ao setor privado e também a participação no mercado externo. “Precisamos absorver mais tecnologia e por isso estamos abertos às parcerias”, informou Tiago.

O evento contou com presença de Sami Hassuani, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Defesa (Abimde).

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