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‘Sei que eu estou fazendo o que eu amo’, diz aluno do Senai-SP de Bauru

Depois de um convite, Rafael Pereira decidiu mudar de carreira e se apaixonou pela confeitaria

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

O plano de Rafael Luis Pereira, de 19 anos, era fazer o curso técnico em impressão gráfica, na unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) de Bauru e entrar para o mercado de trabalho. Mas um convite inesperado mudou seu caminho.

“Eu achei que ia fazer o curso, sair de lá e só. Veio o convite para a Olimpíada, foram surgindo novas oportunidades e isso abriu muitas portas”, conta o aluno que mudou da gráfica para a confeitaria. “Se não fosse o Senai-SP, seria tudo diferente na minha vida. Eu estava em um caminho completamente diferente. E eu estou muito feliz com o caminho que estou percorrendo agora.”

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Rafael Luis Pereira: a Olimpíada do Conhecimento o fez mudar de carreira e se apaixonar pela confeitaria. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Enquanto frequentava o curso de impressão gráfica, Rafael sempre dava uma passada pela confeitaria, curioso com a mágica dos ingredientes e a beleza das decorações. Até que recebeu um convite para experimentar o curso e, talvez, defender a modalidade na Olimpíada do Conhecimento.

Ele fez um curso intensivo em confeitaria e sua paixão pela atividade resultou em um ótimo desempenho no estadual e uma vaga para a disputa nacional. “Desde quando comecei, eu me apaixonei pela confeitaria e a cada dia, gosto cada vez mais”, diz Rafael. Os olhos dele brilham enquanto ele lista os produtos que precisa fazer na prova. 

“Temos que fazer de 6 a 7 produtos, como um entremet, bolo feito com mousses; um small cake; esculturas de açúcar, que eu adoro fazer; quatro variedades de chocolate; sobremesas empratadas”, conta empolgado, mesmo sabendo que o tempo limite é de apenas 22 horas.

Mas Rafael confessa que já até sonhou em receber a medalha de ouro no Nacional e no Mundial. “É uma responsabilidade muito grande representar a minha escola e o meu estado. Por isso, tenho que dar o meu melhor. Mesmo tendo que me esforçar muito e saber que preciso fazer mais ainda, sei que estou fazendo o que eu amo. Então, é muito gratificante.”

Até a noite

Para alcançar os objetivos, Rafael treina nos períodos da manhã e da tarde, mas deixa escapar que, muitas vezes, acaba ficando até à noite. O objetivo é chegar à perfeição, já que na confeitaria a maior parte dos pontos são subjetivos e dependem da opinião pessoal de cada avaliador. 

“Nos treinamento, eu foco nas minhas dificuldades, buscando transformar isso em desafio e vencer esse obstáculo.”

Para o futuro profissional, Rafael ainda não tem nada definido. Mas não faltam ideias. “Já imaginei abrir um negócio. Também já pensei em dar cursos na área. E muitas outras coisas. Também quero continuar aprendendo, melhorar ainda mais o que eu já sei e, quem sabe, ensinar os próximos competidores das Olimpíadas.”