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Segundo especialista, há 6,8 bilhões de usuários de telefonia móvel no mundo

Debate fez parte do último dia de programação do L.E.T.S, no Hotel Unique, em São Paulo

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

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Bruno Carvalho Ramos, diretor regional para as Americas da UTI. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

No último dia da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S), nesta quinta-feira (22/05), o debate sobre as políticas para universalização das comunicações reuniu especialistas com um objetivo em comum: a qualidade de serviço para o usuário.

O diretor regional para as Américas da UTI, Bruno Carvalho Ramos, informou que atualmente há 6,8 bilhões de usuários de telefonia móvel no mundo. “A telefonia móvel tem uma penetração elevada. Hoje, 50% da população mundial vive numa área que já tem tecnologia 3G”, disse ele no evento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Ramos informou que são 750 milhões de casas conectadas. “A Coreia ocupa o primeiro lugar no índice de penetração de banda larga, com 100% de usuários”, informou.

Segundo ele, dos dez países com maior índice de penetração em banda larga, seis são nórdicos, ou seja, países ricos, com baixa população e bom desenvolvimento em infraestrutura.

Ramos enfatizou a relação entre o acesso à banda larga e o investimento em infraestrutura. “O desenvolvimento em infraestrutura é fator chave para oferta de serviços”, afirmou.

“O Brasil está entre os países com maior progresso, ou seja, em processo de desenvolvimento de infraestrutura, crescimento do número de usuários e aumento do entendimento das pessoas em relação à tecnologia”, explicou ao ressaltar que os países africanos, os pequenos asiáticos e alguns da América Latina, são menos desenvolvidos porque necessitam de melhorias na infraestrutura.

O diretor regional citou também a relevância dos chamados nativos digitais, ou seja, a parcela da população que já nasceu na era da inclusão digital. “Nos próximos anos, o número de nativos digitais será mais que o dobro dos dias atuais, o que significa uma oportunidade de mercado, principalmente nos países em desenvolvimentos”, disse.

A representante da Cullen International, Elena Scaramuzzi, falou sobre as experiências das políticas de universalização na Europa. Segundo ela, as obrigações do serviço universal não incluem, necessariamente, os serviços e banda larga. “A banda larga é parte das obrigações de serviço universal somente em uma minoria de países da União Europeia”, explicou. “A agenda digital para a Europa inclui objetivos de banda larga para a básica e ultra rápida”, explicou.

Também participaram do debate Flavia Lefèvre, da associação de consumidores Proteste, e Karla Crosara, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

L.E.T.S.

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico.

O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets