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Secretaria de Meio Ambiente de SP pretende proteger 6 mil km de cursos d´água

Números foram confirmados pela Secretária Patricia Lemos em reunião na Fiesp

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

A Secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Patricia Iglecias Lemos, afirmou nesta terça-feira (28/4) que sua gestão buscará não só desenvolver projetos ambientais, mas, acima de disso, entregar resultados.

“Por meio de 6,3 milhões de mudas de espécies nativas, vamos restaurar cerca de 20 mil hectares de matas ciliares e proteger seis mil quilômetros de cursos d’água com investimentos públicos e privados. As ações abrangem as bacias hidrográficas do Alto Tietê, Paraíba do Sul e Piracicaba/Capivari/Jundiaí, regiões que concentram mais de 30 milhões de habitantes e que são consideradas como prioritárias”, disse Patricia.

Ela participou da reunião do Conselho de Meio Ambiente (Cosema) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na sede da entidade.

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Patricia Iglecias, secretária do Meio Ambiente de São Paulo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A secretaria lançou recentemente o “Programa Nascentes”, projeto de restauração ecológica que tem como objetivo proteger as mais importantes bacias hídricas do estado.

Segundo Patricia, as matas ciliares, vegetações próximas às margens dos rios, são tão importantes para a proteção dos rios quanto os cílios para os olhos. “Sem elas, as nascentes secam, as margens dos rios solapam e a infiltração de água no solo diminui, reduzindo as reservas superficiais e subterrâneas”, explicou.

O primeiro plantio do programa foi realizado em março deste ano, na cidade de Piracaia, com participação da prefeitura municipal. O próximo deve acontecer nesta quinta-feira (30/4), na área da CESP. Durante a reunião com o Cosema, a secretária convidou a Fiesp para ser parceira do projeto.

A iniciativa faz parte de uma série de projetos que a Secretaria reuniu com cinco focos principais de atuação. Restauração e conservação ecológica, redução da “pegada” ambiental, vulnerabilidade ambiental e mudanças climáticas, gestão e conservação da fauna silvestre e licenciamento ambiental.

Anuário da Mata Atlântica

No encontro desta terça-feira foram apresentados o Anuário Mata Atlântica 2014 e a Contribuição do Setor Empresarial Brasileiro para o Cumprimento das Metas de Aichi. As publicações foram elaboradas pela organização não governamental Reserva da Biosfera Mata Atlântica (RBMA) e pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDES), respectivamente.

Clayton Lino, presidente do Conselho Nacional da RBMA, afirmou que o anuário tem como objetivo integrar-se à política nacional, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente, com o acompanhamento e a avaliação do cumprimento das metas. “Pretendemos contribuir para criar mecanismos e fomentar ações nacionais, no sentido de cumprir e implementar os objetivos e metas no domínio Mata Atlântica e em suas regiões marinhas adjacentes.”, explicou

Segundo Lino, o anuário deve reforçar ao público em geral a importância da preservação do meio ambiente. “Muitas vezes, a população está afastada das questões ambientais. Queremos realizar ações de integração para montar um mutirão em defesa da biodiversidade.”

Já a publicação do CEBDS traz estudos de caso sobre as contribuições do setor privado brasileiro para o cumprimento das metas. Além disso, há recomendações do setor para a implementação do Plano de Ação 2020 no país, abordando os desafios e as oportunidades que este tema apresenta para o setor empresarial.

“O momento é favorável  para a inovação e o setor privado, com sua grande influência política e econômica, tem potencial para alavancar iniciativas inovadoras em prol  da conservação”, disse Fernanda Gimenes, coordenadora da Assessoria Técnica e de Relacionamento do CEBDS.