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Reunião do Copagrem na Fiesp debate macrotendências, RH e indústria 4.0

Encontro foi realizado na manhã desta quinta-feira (13/09), na sede da federação, em São Paulo

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Foi realizada, na manhã desta quinta-feira (13/09), na sede da Fiesp, em São Paulo, a reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem). O encontro foi coordenado pelo diretor titular adjunto da área, Vicente Amato Sobrinho. E teve várias pautas em debate, como macrotendências mundiais e gestão estratégica de pessoas, entre outros.

Analista de projetos do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, Juliana de Souza apresentou macrotendências mundiais que vão guiar a economia mundial nos próximos anos.

Nessa linha, no que se refere à urbanização, ela destacou que as cidades que mais crescem são aquelas de porte médio, com 500 mil habitantes. “Temos muitas cidades no país com esse perfil, o Brasil pode ser uma referência na administração desses municípios”.

Mais referências para o futuro envolvem novas redes 5G, banda larga mais potente, antenas conectando carros autônomos e robôs nas fábricas.

Outro ponto a ser considerado envolve o envelhecimento da população, com melhora na qualidade de vida, pessoas com mais de 100 anos e famílias tendo menos filhos. “O novo perfil demográfico será determinante para a definição de novas demandas de consumo”, explicou Juliana.

Nesse cenário, segundo ela, ganharão força os investimentos na indústria farmacêutica e de cosméticos, com práticas como a codificação do DNA. “As oportunidades para Brasil são grandes ao dar mais atenção à população idosa”, disse. “Nos Estados Unidos, 80% da renda já está nas mãos das pessoas com mais de 50 anos”.

Os gastos militares também não param de subir e foram, conforme Juliana, de US$ 1,7 trilhão em 2017.

“A longo prazo teremos transformações na estrutura de demanda, aumento da concorrência externa, desenvolvimento tecnológico em países emergentes”, afirmou. “A mudança precisa começar agora”.

RH estratégico

José Antonio Prudente, da Wiabiliza Soluções Empresariais, foi outro convidado da reunião e falou sobre os departamentos de recursos humanos como setores estratégicos dentro das empresas.

“Precisamos de um RH que entenda de negócios”, destacou Prudente. “É importante que os objetivos da empresa tenham aderência com o perfil das pessoas contratadas”, disse. “E assim será possível montar time alinhado à cultura e aos valores da empresa”.

“É fundamental tornar a organização um local agradável e justo, com possibilidade de reconhecimento e crescimento para as pessoas”, disse. “Com foco na visão sistêmica dos negócios e dos funcionários”.

Conceitos como o de plano de carreira, por exemplo, devem incluir a noção de por onde os profissionais devem seguir para avançar na empresa. “Vejo gente que troca 6 por 5 e muda de emprego em nome de um ambiente mais favorável, com melhores perspectivas”, disse Prudente.

O consultor finalizou a sua apresentação apontando tendências e desafios para a área como desenvolver lideranças, engajar e fortalecer propósitos, promover a diversidade, lidar com conflitos, escutar e ouvir sem ideias fixas. “Não existem ideias prontas, a atividade de RH é um trabalho de médico: cada paciente com o seu diagnóstico”, disse.

Senai-SP

O próximo tema da reunião foi o trabalho do Senai-SP em tempos de indústria 4.0, aquela na qual os processos são cada vez mais interligados pela tecnologia, a partir da internet. A era das fábricas inteligentes, um conceito que surgiu na Alemanha.

Diretor da Escola Senai Theobaldo de Nigris, na capital, especializada na indústria gráfica, Elcio de Sousa afirmou que a instituição tem, no estado, 12 cursos superiores, 34 cursos de especialização e um MBA de Gestão da Produção de Celulose e Papel.

Essa rede oferece, segundo Sousa, atendimento sob medida a empresas, com soluções tecnológicas customizadas. E isso com estratégias a distância e com o suporte de 74 unidades móveis.

“Também estamos focados na Inclusão de pessoas com deficiência, tanto nas 94 escolas do Senai-SP como na assessoria às empresas para a inclusão”, disse.

Coordenador técnico da mesma escola, Enéias Nunes da Silva destacou a criação de um novo curso técnico de Comunicação Visual e falou sobre a nova era da indústria.

“Temos, com a indústria 4.0, uma mudança sistemática e profunda nos procedimentos”, disse. “No Japão, por exemplo, há drones que entregam alimentos num raio de até cinco quilômetros”, disse. “A embalagem, que é um produto gráfico, é um item essencial nessa inovação”.

Entre os pilares da revolução 4.0, Silva apontou o chamado Big Data (análise de grandes quantidades de dados), as redes de integração de dados universais e o melhor nível de planejamento empresarial, os robôs autônomos, a inteligência artificial, o maior uso da simulação e a cibersegurança, entre muitos outros pontos.

Após apresentar vários casos de aplicação prática na indústria dessas inovações, Silva mostrou um livro que produziu e imprimiu sob demanda para o filho, uma facilidade de impressão que não existia no passado. “A indústria 4.0 não é complicada”, disse.

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A reunião do Copagrem: mudanças que vêm para ajudar a indústria. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp