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Resultados e legado da Copa 2014 para a Segurança Pública do Brasil são avaliados

Ao logo do dia, especialistas avaliam as ações estratégicas realizadas durante o evento e e os impactos para o País

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Nesta terça-feira (16/09), a  Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promoveu um amplo balanço sobre os desafios enfrentados, os erros e acertos nas estratégias de segurança desempenhadas durante a Copa do Mundo Fifa 2014.

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Deseg realiza Seminario Copa do Mundo Fifa 2014 – Resultados e Legados para a Segurança Pública do Brasil,. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

No abertura do evento, o vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Segurança (Deseg) da entidade, Ricardo Lerner, destacou a relevância dessa reavaliação. “É importante saber como aconteceu durante a Copa e, principalmente, como se deu a interligação entre as diversas áreas de segurança pública do País”.

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Ricardo: Lerner: “É importante saber qual foi o legado e como esse legado irá influenciar nossa vida daqui pra frente”. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Lerner destacou a percepção sobre a falta de integração entre as polícias. “É como se cada uma falasse um idioma e há falta de compartilhamento de informações entre as polícias”.  Ele enfatizou que é preciso mirar nos exemplos daqui pra frente para poder minimizar o problema de insegurança que se vive no Brasil e não apenas em São Paulo.

O vice-presidente da Fiesp também relembrou a iniciativa do Deseg em criar a Agenda Estratégica de Segurança – Grandes Eventos. “Fomos um agregador de informação das diversas áreas de segurança pública, do judiciário e  de cada Estado que receberia jogos da Copa. Fizemos com que essas pessoas juntas fizessem grupos de trabalho, durante dois dias de evento, e compartilhassem suas necessidades, que diferiam entre si. Foi feito um mix e criou-se, assim essa Agenda”, explicou o titular do Deseg.

Esse material, segundo Ricardo Lerner, serve como um comparativo do que sobrou do evento e como está a integração entre as áreas de segurança. “É importante saber qual foi o legado e como esse legado irá influenciar nossa vida daqui pra frente”.

Papel da Fiesp

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Roberto Costa: “Mas, o que podemos enxergar de mudanças para implementar nossas ações daqui pra frente, é o que há de mais importante no momento”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Na sequência, Roberto Costa, diretor do Deseg da Fiesp, fez um retrospecto das atividades realizadas visando a construção da Agenda Estratégica da Segurança –  Grandes Eventos. “O papel da Fiesp, por certo, não foi o de organizar a segurança da Copa, mas propor a discussão do que precisaria ser feito e o que precisaríamos aperfeiçoar”, afirmou.

Costa relembrou que o trabalho teve início no ano de 2011, quando ocorreu o encontro desse grupo de várias áreas de segurança, tendo a Fiesp a importante missão de intermediar o conhecimento e fazer sincronizar as ações. “O resultado está aqui e é a Agenda Estratégica que os senhores estão recebendo e onde está registrada toda a metodologia empregada”.

Outras ações realizadas para essa construção, segundo Roberto Costa, foram os vários eventos e diálogos promovidos, inclusive com a troca de experiências de outros países, abordando os diversos aspectos que envolvem a segurança de um evento desse porte.

A questão da integração entre as polícias e demais órgãos deve ter sido uma das principais dificuldades enfrentadas durante a Copa, segundo a avaliação de Roberto Costa. “Falar de integração é um desafio pois não conseguimos isso nem em nossas empresas, quem dirá em um País”.

“Estamos em 2014, a Copa já passou, e provamos que fomos capazes de fazê-la. Poderia ser melhor? Nossos especialistas, reunidos aqui hoje, vão nos dizer”, ponderou Roberto Costa. “Mas, o que podemos enxergar de mudanças para implementar nossas ações daqui pra frente, é o que há de mais importante no momento”, afirmou.

Ao longo do dia, várias palestras com autoridades e especialistas foram apresentadas, com transmissão online pelo site. O conteúdo de algumas das palestras estarão disponíveis, posteriormente, no site: www.fiesp.com.br/seguranca

Os temas em debate no Seminário

Para apresentar as ações de integração com os órgãos internacionais de segurança durante a Copa, foi convidado Bruno Eduardo Samezima, delegado da Polícia Federal – que atuou como Coordenador Regional de Segurança durante a Copa e que é representante regional substituto da Interpol em São Paulo.

Ainda na parte da manhã, o coronel de Infantaria Gilberto Barbosa Moreira, chefe do Estado Maior da 2ª. Divisão de Exército, apresentou as dificuldades enfrentadas e os aprendizados quanto a integração das Forças Armadas e Polícias durante a Copa.

No período da tarde, Marco Antônio Lopes da Silva, representando a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) apresentou um panorama de como foi a atuação dos Stewards (segurança privada), as dificuldades encontradas e como se pensou o direcionamento sobre a empregabilidade desses profissionais após o evento.

Quais as tecnologias de segurança utilizadas durante a Copa, os impasses ocorridos para alocação desses recursos e quais terão aproveitamento após a Copa, foram tópicos abordados na apresentação de Adones Bezerra, gerente de Tecnologia da Segurança – Comitê Organizador da Copa do Mundo Fifa 2014.

O último painel do Seminário trouxe um balanço sobre os quatro eixos da Agenda Estratégica  – Legislação, Tecnologia, Gestão e Integração de ações – e um debate sobre os resultados, aprendizados e legados para o Brasil.

O painel contou com as análises do Secretário da Secretaria Extraordinária de segurança para Grandes Eventos, Andrei Augusto Passos Rodrigues, e do Gerente Geral de Segurança do Comitê Organizador da Copa do Mundo, Hilário Medeiros.

O conteúdo de algumas das palestras estarão disponíveis, posteriormente, no site: www.fiesp.com.br/seguranca