Resultados da nova ordem para a saúde vão aparecer, diz ministro na Fiesp

Ricardo Barros faz balanço de 365 dias de sua gestão no Ministério da Saúde

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A fundação da nova ordem está feita, e agora ela vai começar a aparecer para a população, disse nesta segunda-feira (29 de maio) na Fiesp o ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante evento em que fez balanço de 365 dias de sua gestão.

Exemplo é o prontuário eletrônico, que, segundo o ministro, deverá chegar a todos os brasileiros. Já há 80 milhões cobertos. Com a medida, a própria população poderá avaliar a qualidade do SUS.

Há um esforço para fazer as equipes das unidades de saúde cumprirem seus horários. “Sem os médicos não se faz saúde”, ressaltou Barros. “Temos que nos relacionar bem com eles”, encontrando a maneira para prestar o atendimento à população.

Ruy Baumer, coordenador titular do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia da Fiesp (ComSaude), disse após o balanço do ministro que foi perceptível o aumento da medição das ações no setor.

Entre as medidas relatadas por Barros está a liberação em parcela única da verba para obras, com o objetivo de evitar o acréscimo do custo de inadimplência ao preço do projeto.

Exceto as políticas nacionais, os municípios terão autonomia para a gestão dos recursos repassados para a saúde.

Para maior eficiência da gestão, está em andamento a consolidação e eliminação de contradições de 17.000 portarias estruturantes.

Em relação à dengue, chikungunya e zika, 100% dos municípios terão que informar a situação em relação ao mosquito Aedes Aegypti.

O programa Mais Médicos foi ampliado, com 4.600 novos médicos brasileiros. E o Ministério da Saúde lançou diretrizes para o parto normal. A maternidade, caso a mãe deseje, implantará DIU de cobre, método anticoncepcional eficaz.

Há um compromisso com a OMS em relação à obesidade, que inclui metas para parar seu crescimento que incluem medidas educativas.

Estão sendo entregues aceleradores lineares, de radioterapia. Serão 20 aparelhos este ano.

Houve a compra de muito mais medicamentos, destacou Barros. Em relação à hepatite C, houve redução do valor pago, e se passa a fazer o pagamento por paciente curado. O mesmo vale para a aspariginase, em que se testou e se decidiu pela compra de produto fabricado na China, o que proporcionou economia de cerca de R$ 30 milhões.

Economia de 20% sobre os contratos que foi possível renovar, destacou Barros. Houve redução de R$ 1,2 bilhão nos gastos, disse. E somente com a redução de exames duplicados e desnecessários se espera corte de despesas de R$ 20 bilhões.

O Governo passou a estimular a produção nacional de 56 medicamentos prioritários para o SUS, e na nova política de inovação, haverá R$ 6,4 bilhões para a produção de biológicos no Brasil.

Reunião na Fiesp em que o ministro da Saúde, Ricardo Barros, fez balanço de 365 dias de sua gestão. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp