Reforma política é inevitável, afirma Skaf - FIESP

Reforma política é inevitável, afirma Skaf

Encerramento do seminário Reforma Política Já teve a participação de Rodrigo Maia

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

No encerramento, nesta segunda-feira (26 de junho) do seminário Reforma Política Já, Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, reforçou a importância do tema. O grande objetivo da Fiesp ao promover a campanha é levar o país a discutir a reforma política, explicou. “Iniciamos hoje, com o pé direito” o caminho da discussão, afirmou.

Skaf destacou que não é uma discussão da indústria, é da sociedade brasileira. A diferença é colocarmos a sociedade para debater a reforma política, porque com a discussão se volta a crer. “Só temos a democracia. Não há segunda opção” frisou.

Skaf anunciou que a Fiesp vai realizar pesquisas para mostrar a opinião da sociedade em relação a cada ponto debatido no seminário. Não podemos entrar nas eleições de 2018 sem acreditar no sistema, disse.

A prioridade dada à reforma trabalhista no Congresso é natural, explicou, porque não é possível conviver com legislação trabalhista da década de 40. A reforma da Previdência também é essencial, “mas a mãe das reformas, como foi dito várias vezes ao longo do seminário, é a política”, afirmou Skaf. “Acredito, sim, que vamos aprovar uma reforma política boa para os brasileiros.” Ela é inevitável, da mesma forma que outras reformas estruturais.

Destacando as vantagens competitivas brasileiras, o presidente da Fiesp e do Ciesp disse que é preciso acabar com a bagunça, que tolhe o empreendedorismo e a criação de empregos.

Paulo Skaf cumprimenta Rodrigo Maia no encerramento do seminário Reforma Política Já, na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ouça boletim de enceramento do seminário Reforma Política Já

O desembargador Mário Devienne Ferraz, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo (TRE-SP) foi o primeiro a falar no encerramento do seminário Reforma Política Já. Elogiou a iniciativa, lembrando a gravidade da crise atravessada pelo Brasil. A ampliação da participação popular e a redução das desigualdades estão entre os pontos a perseguir na reforma política, em sua opinião.

“Urge uma reforma no sistema atual, cujo modelo parece não atender mais aos anseios da população”, disse. Defendeu que os parlamentares pensem primeiro no país ao avaliar as mudanças.

A Justiça Eleitoral, afirmou, vai cumprir seu papel para assegurar a lisura do processo de escolha dos representantes.

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Cauê Macris, disse que o debate sobre a reforma política é um dos mais importantes no momento. “Estamos vivendo um dos piores momentos da política brasileira”, afirmou, com a sociedade não se vendo representada. Macriz criticou o corporativismo político. “Precisamos pensar junto com a sociedade o que será melhor para o futuro do país.”

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, disse que a principal pergunta, que precisa ser respondida, é como se consegue atrair novos quadros de outros segmentos? Defendeu uma relação mais próxima, maior participação e mais legitimidade parlamentar.

O presidente da Câmara ressaltou que a renovação parlamentar é alta no Brasil, mas o perfil dos eleitos não se altera. “Ela não tem gerado a estabilidade que gostaríamos.”

Maia caracterizou como interessante o debate sobre a reforma política. Há, disse 100% de concordância quando se pergunta se é necessário fazer uma reforma política, e 100% de discordância quanto ao que fazer. “Acho que a crise é tão profunda que talvez os que tinham a convicção de que o parlamento nunca terá condição de fazer uma reforma política” vão mudar de opinião.

Temos a obrigação nos próximos meses de aproveitar a oportunidade representada pela crise política profunda de discutir o tema convergente, que é a reforma política.

O presidente da Câmara defendeu a adoção da lista pré-ordenada para a eleição parlamentar, mas vê muita resistência a isso. Segundo Maia, esse tipo de lista permitiu em outros países o rápido avanço da representação feminina.

Maia disse que a Câmara vai aprovar a PEC 282, que estabelece cláusula de barreira e fim da coligação nas eleições proporcionais. Dizendo-se aberto para discutir a reforma política, lembrou que o prazo para implantar mudanças nas eleições de 2018 se encerra em poucos meses.

Sem reestruturar o Estado brasileiro, afirmou, não haverá condições de assegurar o futuro para a sociedade. Defendeu o aprofundamento das reformas, com a redução do tamanho do Estado.

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