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Produção mais limpa é caminho sem volta, afirma especialista

Opinião de Eduardo San Martin, do Cosema/Fiesp, reflete a incorporação do conceito no setor produtivo

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) iniciou, em março passado, ciclo de palestras em universidades reforçado com a realização de workshops recentes em instituições de Ensino Superior.

À frente da divulgação da Produção Mais Limpa, Eduardo San Martin, membro do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp e diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) do Ciesp, esteve nesta quarta-feira (30), na Universidade São Judas Tadeu (USJT).

O objetivo foi debater como produzir reduzindo o consumo de energia, água e matéria-prima, gerando menos resíduos e elementos tóxicos. Outras vantagens da Produção Mais Limpa dizem respeito à amortização dos riscos ambientais e ocupacionais, minimizando custos, inclusive.

San Martin lembrou, na abertura do evento, que a primeira lei ambiental do País – paulista – data de 1976. Já a lei de crimes ambientais tem somente dez anos, dimensionando o quanto a discussão sobre o Meio Ambiente ainda é nova, no Brasil, e tem um longo caminho a ser percorrido. O questionamento que se sobressai neste processo é como gerar menos poluentes no processo produtivo.

“A Produção Mais Limpa é um capital para a indústria, como sempre reforça o presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf. Trata-se de bônus, pois traz redução de custos e incorpora em seu processo produtivo uma eficiência maior. A sociedade cobrará cada vez mais este carimbo ambiental no produto, o envolvimento com a sustentabilidade”, avaliou San Martin.

Já Elias Pozenato, à frente dos cursos de Administração da USJT, opinou que hoje a preocupação com a sustentabilidade está otimizada nos países mais desenvolvidos, mas os países da América Latina e também o Brasil entendem a importância exponencial do tema.


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Parceria

“Agora, com os convênios firmados com a Fiesp, a academia está em moldes internacionais, apesar de embrionária”. A frase resulta da força da parceria do setor produtivo e da universidade, expressa pelo coordenador de estágio dos Cursos de Engenharia Elétrica e da Computação, Alberto Akio Shiga. “A Produção Mais Limpa dentro da academia é uma necessidade, pois é um local para alunos e professores pensarem melhor o desenvolvimento”, completou.

Segundo Shiga, há quatro anos alunos de engenharia desenvolveram uma espécie de triciclo para o transporte de material de recicladores de São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo. Além do mais, a preocupação com a eficiência energética deu origem a sistema de captação solar, no campus Mooca da Universidade.


Concurso P+L: estímulo à academia



O ”

Incentivo às Práticas de Produção Mais Limpa

” é tema de concurso promovido pela Fiesp/Ciesp para estudantes do Ensino Superior. Trata-se do reconhecimento às dezessete universidades parceiras que vão apresentar sugestões até o dia 16 de outubro. A solenidade de premiação ocorrerá durante a

Conferência de Produção Mais Limpa

, na sede da federação, em 23 de novembro.