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Principal luta do setor é buscar isonomia tributária, afirma Ruy Baumer, durante abertura da Feira Hospitalar

Coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaude) da Fiesp falou sobre desafios do setor durante cerimônia inicial da 20ª edição da maior feira de saúde do Brasil

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Representando o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaude) da entidade, Ruy Baumer, participou nesta terça-feira (21/05) da abertura da 20ª Edição da Feira Hospitalar, no Expo Center Norte.

“A Hospitalar é segunda maior feira do mundo da área. É um marco para as indústrias nacionais e internacionais e principal vitrine do setor. É aqui onde todos os clientes, fornecedores e indústria se encontram. É daqui que saem as demandas das entidades, as quais serão levadas às autoridades e negociadas junto ao governo”, disse Baumer após a solenidade.

Segundo o coordenador do Comsaude, a falta de isonomia tributária é um dos principais problemas que afetam a competitividade do setor.

“O Brasil cresceu muito desde 2008. Com isso, muitas empresas se instalam no país, tornando a competição muito maior. Falta isonomia tributária ao nosso setor. O resultado disso é que existe hoje uma competição desleal entre empresas estrangeiras e nacionais, com prejuízo ao setor nacional”, disse.

Baumer explicou que sem isonomia tributária os produtos nacionais comprados por hospitais públicos, que representam 95% dos hospitais no país, sofrem com cobranças excessivas e desleais de tributos, enquanto o produto importado está isento de tributação.

“Com imunidade tributária para produtos estrangeiros, há perda de competitividade. Nossa principal luta é conquistar essa isonomia. Do contrário, a indústria de tecnologia médica brasileira vai sumir”, alertou.

Feira é fórum importante, diz presidente da Abimo

Franco Pallamolla, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratório (Abimo), também presente à abertura da feira, falou sobre o papel do encontro para a indústria brasileira da área médica.

“Em 1994, primeiro ano da Hospitalar, a área médica era formada por um conjunto de atores desagregados, que tentava descobrir seu papel dentro da indústria. Isso mudou graças ao trabalho da Hospitalar. Hoje, vinte anos depois, a feira é um fórum importante de debates, permitindo aos atores trabalharem em parceria, criando sinergia e diálogos fundamentais para todo o setor de saúde brasileiro”, disse.

O dirigente, a exemplo de Baumer, cobrou do governo isonomia tributária, luta que o setor trava desde 2007. “Espero que, na edição de 2014 da feira, nós possamos comemorar essa conquista”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do ministro britânico Kenneth Clarke e da comitiva de empresários presentes na sede da Fiesp na tarde de segunda-feira (20/05).

Para Waleska Santos, dirigente da feira, fazer contatos e se atualizar com o que há de mais novo na área médica é o grande objetivo da Hospitalar. “É um evento indispensável para todos aqueles que vivem da área médica. Hoje a Hospitalar é evento obrigatório para os profissionais do setor. Estimulamos a indústria a ampliar seus negócios”, disse.

Eduardo Giacomazzi, coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva de Biotecnologia (Combio), e Paulo Fraccaro, diretor-executivo da Abimo, também participaram da cerimônia de abertura da Hospitalar.

A feira, que prossegue até sexta-feira (24/05), conta com 1.250 expositores e deve alcançar um público de 92 mil profissionais. O evento tem expositores de 37 países e é voltado à apresentação de novos produtos e desenvolvimento de negócios na área médico-hospitalar. O público presente à feira é formado principalmente por médicos, diretores e administradores de hospitais, clínicas e laboratórios, fabricantes de produtos hospitalares e organismos públicos e privados atuantes na área de saúde.

A Hospitalar acontece no Expo Center Norte, na Vila Guilherme, São Paulo, na Rua José Bernardo Pinto, 333.