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‘Primeiro resolvam as solicitações, depois ganhem escala’, diz fundador do aplicativo GetNinjas na Fiesp

Eduardo L’Hotellier foi o convidado da reunião do Comitê de Jovens Empreendedores da federação, realizada na noite desta terça-feira (16/10)

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Tudo começou quando ele precisou de um pintor de parede. E não achou simples encontrar alguém que trabalhasse bem sem ter que pedir indicação aos conhecidos. Pronto, havia ali uma oportunidade de negócio. Uma ideia que resultou na criação do maior aplicativo para a contratação de serviços do Brasil, o GetNinjas. Para se ter uma ideia, são oferecidos mais de 200 serviços diferentes, em 3 mil cidades brasileiras, com 500 mil profissionais cadastrados. Em 2017, foram solicitados 2 milhões de serviços, movimentando R$ 300 milhões. Essas e outras histórias foram apresentadas pelo criador da ideia, Eduardo L’Hotellier, na reunião do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, na noite desta terça-feira (16/10), na sede da federação, em São Paulo.

O encontro foi coordenado pelo diretor titular do CJE, Luiz Hoffmann.

“No GetNinjas, o usuário pode contratar do pintor ao churrasqueiro, uma costureira, uma manicure, o que for preciso, são mais de 200 serviços oferecidos”, afirmou L’Hotellier.

Para ter acesso a esse banco de dados, o cliente preenche um formulário apontando aquilo que precisa e registrando os seus dados de contato. O profissional que se encaixa na demanda visualiza o pedido e decide se quer atender ou não. “Apresentamos até três profissionais para cada cliente, que faz a sua escolha”, explicou.

Os profissionais, por sua vez, pagam previamente créditos para o aplicativo. Isso em troca dos contatos de clientes aos quais terá acesso, os chamados “leads”.

“Sempre recomendo aos empreendedores de startups: primeiro resolvam as solicitações, depois ganhem escala”, disse L’Hotellier. “As startups cometem erros ao escalar previamente”.

Para concretizar o negócio, o empreendedor e sua equipe desenvolveram seis algoritmos que gerenciam automaticamente o modelo pay-per-lead. “Oferecemos um pacote que minimiza a chance de o profissional não fechar nenhum atendimento”, disse.

De acordo com L’Hotellier, é importante olhar para cada cidade e cada categoria de modo personalizado, mas com base no conhecimento obtido com as praças maiores. “Desenvolvemos a nossa própria estrutura de dados”, explicou.

Desse modo, o GetNinjas já teve mais de 730 mil profissionais contratados desde 2014. “Existe uma tendência de crescimento dessas plataformas, esse é um mercado muito novo”, disse.

Para se ter uma ideia do crescimento do negócio, em 2011, quando foi criada, a empresa tinha três funcionários na equipe, tendo começado a sua operação com um aporte inicial de US$ 700. Em 2012, já eram 12 pessoas, com a obtenção de um investimento de R$ 1,2 milhão. Em 2013, o time pulou para 35 colaboradores, chegando a 80 pessoas e R$ 40 milhões captados em 2015. “Hoje temos mais de 100 pessoas na equipe”, disse.

Alguma dica para os aspirantes ao sucesso? “Lançar o negócio o mais rápido possível”. “Se você não tem vergonha da sua primeira versão, é porque demorou demais para lançar o seu projeto”, disse. “É melhor fazer um protótipo mal feito, mas que funcione”, explicou. “Assim foi conosco, lançamos a melhor versão do aplicativo que nós pudemos lançar naquele momento”.

Segundo L’Hotellier, essa primeira versão do GetNinjas não era “um carro sem motor, mas uma moto”. “Lançamos um skate meio empenado, mas que conseguia sair do ponto A para o ponto B”, disse. “Aquela ação foi a base do nosso crescimento”.

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L’Hotellier: “Lançamos um skate meio empenado, mas que conseguia sair do ponto A para o ponto B”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp