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Presidente da Fiesp apresenta suas ideias no Núcleo de Altos Temas do Secovi-SP

Paulo Skaf se colocou à disposição para apoiar o setor da construção

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Nesta segunda-feira (14/04), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, Paulo Skaf foi o convidado do último encontro do NAT (Núcleo de Altos Temas) e da política Olho no Olho do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

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Skaf: Secovi tem 65 anos de serviços bem prestados e, onde eu estiver, estamos juntos nas questões da habitação. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 
O presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, destacou a importância de conhecer as ideias do homem que está a frente da maior federação do Brasil e uma das mais representativas da América Latina. “A Fiesp é uma das principais caixas de ressonância do país. Seus posicionamentos e suas lutas são sempre determinantes e capazes de influenciar os destinos da nossa nação. Defendendo não apenas a indústria, mas a sociedade.”

Coordenador do NAT e ex-presidente do Secovi-SP, Romeu Chap Chap apresentou um histórico da Fiesp e um breve currículo de Skaf. “A Fiesp é uma potência institucional que luta pelos interesses da indústria e dos brasileiros. Uma força que também afirma valores inexoráveis, como o livre mercado e a livre iniciativa, e tantos outros que caracterizam países civilizados e democráticos.”

“O Secovi tem 65 anos de serviços bem prestados e, onde eu estiver, estamos juntos nas questões da habitação”, declarou Skaf. “Hoje está havendo uma discussão do plano diretor da capital e, se ela não for ao encontro do interesse da cidade e das pessoas, temos que defender nossa posição. Seja na questão da lei de zoneamento, da licença ambiental, enfim, estamos juntos.  Porque as batalhas dessa casa fazem bem às pessoas, ao desenvolvimento, à competitividade, ao emprego e às oportunidades.”

Skaf também ofereceu apoio ao projeto do Secovi-SP de empregabilidade para egressos do sistema penitenciário, realizado por meio do programa social Ampliar, em parceria com o AfroReggae. O presidente colocou o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) à disposição para oferecer formação profissional a essas pessoas.

O presidente da Fiesp criticou a qualidade dos serviços públicos. “É uma questão de gestão e visão. Estou certo que no Secovi, todo mundo tem na sua cultura e na sua alma, que é preciso fazer bem-feito, ter retorno e fazer funcionar, senão o prédio cai na sua cabeça. O que falta no setor público é essa responsabilidade”, disse. “Não adianta inaugurar escola em que a criança não aprende, não adianta ter polícia e não ter segurança. Não adianta fazer projeto, nem anunciar coisas se não tem nada funcionando.”

“Peguei o Sesi-SP com 400 mil m² de escola. Hoje, temos 1 milhão. Batalhamos pela modernização dos portos, para tirar os impostos da cesta básica, desonerar folha de pagamento, para acabar com a CPMF e conseguimos, entre outras campanhas. Defendemos aquilo que a gente acredita, é que acha que é justo, é bom, é correto. ”

A campanha da Fiesp pela redução do IPTU em São Paulo foi outro tema mencionado por Skaf. “A Prefeitura de São Paulo tem um orçamento para esse ano de R$ 150,5 bilhões. Terminou o ano com R$ 9 bilhões. E ainda quer aumentar o IPTU para pegar mais R$ 800 milhões? Não vai”, declarou o presidente da Fiesp.

“Se fosse um imposto necessário, se tivesse razões, a Fiesp não iria tomar atitude nenhuma. Analisamos mais de 50 casos do interior, que surgiram depois do que aconteceu na cidade de São Paulo, e entramos com mais três medidas, porque as outras não justificavam.”