Potencialidades das regiões brasileiras são apresentadas a empresários italianos

Há oportunidades para investidores e indústrias de diversos setores em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 200 empresários estiveram na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na manhã desta terça-feira (22/05) para conhecer, durante o Fórum Econômico Brasil-Itália, setores e regiões brasileiras com mais potencial de intercâmbio e de negócios.

urante o painel “Cooperação entre Estados Brasileiros e Regiões Italianas – Análise do Panorama Atual e Perspectivas Futuras”, os Estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul apresentaram as potencialidades de suas regiões e oportunidades aos investidores e empresários.

A ex-ministra e atual Secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais, Dorothea Werneck, citou a bem-sucedida instalação da Fiat, na cidade de Betim e a existência de 183 empresas italianas associadas na Câmara de Comércio Brasil Itália de Minas Gerais. “Nos orgulhamos de ter a Fiat lá. Me desculpem, mas nós já consideramos ‘mineira’. Hoje é a empresa automobilística que mais produz no mundo. Um recorde mundial.” Ela também mencionou o Grupo Adler que instalou sua primeira unidade no exterior em território mineiro.

Para a ex-ministra, assim como na Itália, há uma disputa saudável entre as regiões e Estados brasileiros. Dorothea destacou a posição geográfica mediterrânea de Minas Gerais: “Temos limites com sete Estados, o que é vantagem para quem quer explorar o território brasileiro com uma condição logística bem interessante”.

Toda parceria firmada resulta em um documento registrado na Assembleia Legislativa do Estado, o que ganha força de lei e oferece mais segurança jurídica aos negócios.

O governador do Mato Grosso Sul, André Puccinelli, nascido na região da Toscana, discursou em italiano. Como vantagens de seu Estado ele apresentou: forte abertura à industrialização em diversos setores; presença de boa estrutura logística, com 2 importantes hidrovias (Tietê-Paraná e Paraguai-Paraná), ferrovia e rodovias; e áreas potenciais para investidores, como turismo, serviços e tecnologia em logística, siderúrgicas e indústrias de processamento de grãos, carnes, couros e outros produtos. E relembrou que, recentemente, a presidente da Petrobrás sinalizou a instalação da maior indústria de fertilizantes na região.

Puccinelli deu, ainda, um recado as indústrias que querem se instalar na região: “Se for de setor que não existe em nosso Estado, há isenção de impostos de 67%. Se forem de áreas que geram mais empregos, essa isenção pode chegar a 90%”.

Encerrando o painel, o diretor do Departamento de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Derex) da Fiesp, Thomas Zanotto, relembrou que a região será beneficiada com novos projetos de infraestrutura e logística, temas importantes e debatidos no 7º Encontro de Logística e Transportes, promovido pela Fiesp desde segunda-feira (21/05) e que se encerra nesta terça (22/05).

Um dos projetos prioritários do governo brasileiro é o corredor logístico que permitirá o escoamento da exportação pelo Pacífico, via Paraguai, Argentina e Chile. “É uma grande oportunidade também para empresas de engenharia e logística”, completou Zanotto.