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Por melhorias no Sesi-SP e Senai-SP, presidentes da Fiesp e do Ciesp visitam escolas

Encontros serviram para que Benjamin Steinbruch e Rafael Cervone Netto pudessem ouvir sugestões de alunos, professores e funcionários

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Itu (SP)

Sorocaba pela manhã, Itu no horário da tarde. Assim foi a programação desta terça-feira (23/09) dos presidentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone Netto. A agenda de ambos incluiu visitas às unidades do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) dos municípios.

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Rafael Cervone, Fernando Carvalho, Débora Cypriano Botelho e Benjamin Steinbruch conversam com alunas do Sesi-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Em Sorocaba, eles estiveram no Centro de Atividades (CAT) José Ermírio de Moraes, um dos mais antigos da rede Sesi-SP, inaugurado em 1969. Lá conversaram com as alunas Shelley Brisola Sampaio e Larissa Armelim Luiz, que participavam de uma atividade de robótica, e com os professores e alunos do terceiro ano, no laboratório de informática. A superintendente do Sesi-SP e diretora regional do Senai-SP, Débora Cypriano Botelho, e o diretor da Divisão de Educação e Cultura do Sesi-SP, Fernando Carvalho, acompanharam as visitas.

Na mesma unidade, conheceram o projeto Cidadania Inclusiva, que oferece capacitação para 15 alunos com deficiência, buscando a inclusão no mercado de trabalho.

“Iniciamos o curso com o módulo de higiene e saúde. Depois, aplicamos os temas linguagem oral e escrita digital, ética – direitos e deveres, levantamento de empresas e sistema monetário”, explicou Erica Fernanda de Moraes, pedagoga e especialista na área de educação especial, responsável pelas aulas.

Escola referência em Itu

Na cidade de Itu, os presidentes foram ao CAT Carlos Eduardo Moreira Ferreira, onde assistiram a uma apresentação de jazz com o grupo de alunas da escola. Também passaram pelas instalações esportivas, pela biblioteca e por algumas salas de aula, além de conversar com a nutricionista e as alunas do curso Alimente-se Bem.

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Benjamin Steinbruch, Débora Botelho, Ricardo Terra e Rafael Cervone (camisa azul) na escola do Senai-SP em Itu. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Eles visitaram ainda a escola Ítalo Bologna, do Senai-SP. A unidade faz um trabalho de referência com alunos com deficiência. Por meio do Núcleo de Atendimento às Empresas, a Ítalo Bologna presta consultorias para indústrias de todo o Estado de São Paulo, para inclusão de pessoas com deficiência, além de realizar trabalhos de impressão em braille. Além de Débora Botelho, a visita também foi acompanhada pelo diretor técnico do Senai-SP, Ricardo Terra.

Um exemplo é o livro com receitas do curso Alimente-se Bem. Além de ser todo escrito em braille, o livro foi impresso em um material lavável, adequado para o uso na cozinha.

A escola tem equipamentos adaptados, como um torno para cadeirantes, que faz com que os cursos fiquem acessíveis para esse público. Steinbruch e Cervone ainda conversaram com os alunos de um curso de almoxarife, exclusivamente formado por pessoas com deficiência.

Professor do Senai-SP há 10 anos, Gelson Inácio dos Santos foi uma das primeiras pessoas com deficiência a serem recebidas pela escola de Itu. Em 1996, com um grupo de cerca de 20 deficientes visuais, eles tiveram a oportunidade de fazer um curso do Senai-SP de informática.

“O Senai-SP foi o primeiro a abrir as portas para nós e a proporcionar a entrada no mercado de trabalho com cursos de qualificação, permitindo que a gente concorra de igual para igual com qualquer outra pessoa”, lembrou Santos, que é professor de informática, soroban e braille para deficientes visuais, além de assistente administrativo para pessoas sem deficiência.

Em busca de melhorias

Nas duas cidades, os presidentes participaram de encontros com funcionários, com o objetivo de ouvir sugestões e buscar melhorias para toda a rede Sesi-SP e Senai-SP.

“A gente sabe que o Sesi-SP e o Senai-SP são muito elogiados pelas pessoas, mas se a gente puder, queremos melhorar ainda mais. Nossa ideia é fazer o possível e o impossível para isso. O possível, a gente consegue. O impossível, às vezes, a gente também consegue”, afirmou Steinbruch, que destacou a importância de inovar na educação da rede.

“Buscamos abrir um novo caminho e novas oportunidades. E por isso é importante a participação dos funcionários. O que podemos fazer a mais? O que os outros não fazem que nós podemos fazer? Esse é o nosso maior desafio”, esclareceu.

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Benjamin Steinbruch e Rafael Cervone no Senai-SP em Itu: conversa com comunidade da escola. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp