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Lets: para diretor da TIM, soluções de telecomunicações passam por infraestrutura

Cicero Goncalves Olivieri, um dos especialistas convidados para o Lets – Planejamento Integrado da Infraestrutura, evento que acontece de 19 a 22 de maio, ressalta a necessidade do trabalho conjunto entre diversos setores

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O diretor de rede da TIM Brasil, Cicero Goncalves Olivieri, é um dos especialistas convidados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para participar do Lets – Planejamento Integrado da Infraestrutura, evento que acontece de 19 a 22 de maio, no Hotel Unique, em São Paulo, para discutir os atuais problemas e desafios do setor de telecomunicações brasileira.

Para Olivieri, que participa do painel “Telecomunicações em Áreas Isoladas”, os problemas atuais do Brasil serão sanados com atuações coordenadas entre diversas esferas dos setores público e privado, as quais privilegiem investimento em infraestrutura, como torres e antenas.

Olivieri: debate sobre telecomunicações em áreas isoladas no evento da Fiesp. Foto: Divulgação

Olivieri: debate sobre telecomunicações em áreas isoladas no evento da Fiesp. Foto: Divulgação

Além disso, ressalta o executivo, a celeridade e a desburocratizarão no processo de licenciamento de construção de rede e implantação de torres e antenas é muito importante para a melhoria do setor de telecomunicações nacional.

Leia abaixo a entrevista completa com o diretor da Tim:

Quais são os principais problemas para que o Brasil tenha redes de qualidade, 3G e 4G, em áreas isoladas?

Ter infraestrutura básica de energia e estradas é fundamental. É importante também a parceria com governo federal, estados e municípios, visando simplificar o processo de licenciamento para instalação de torres, pois não se fazem redes 3G e 4G de qualidade sem torres e antenas.

Como outros países de grandes dimensões geográficas e áreas isoladas como o Brasil solucionaram essa questão?

Como disse, os casos de sucesso passam por ações de infraestrutura. O que viabilizou a passagem de 1.700km de fibra óptica pela floresta amazônica, cruzando o rio Amazonas, foi a decisão do governo de construir o linhão de transmissão de energia, viabilizando o investimento em redes OPGW

(cabos de fibra óptica dentro dos cabos de aterramento do pinhão) e a possibilidade de atendimento com altas taxas de transmissão de dados naquela região. Os casos bem-sucedidos no mundo passam por essa combinação.

O evento da Fiesp deste ano, o Lets, defende justamente a integração das iniciativas. Nesse segmento de Telecom, que tipos de problemas acontecem pela eventual falta de integração? E de que forma a integração pode solucioná-los?

Entendo que estamos evoluindo bem como País no entendimento da necessidade de integração de atividades para garantir o resultado. O que adianta levar banda larga para uma escola se ela tem problema com energia elétrica, ou se não existem computadores ou pessoas especializadas para tirar proveito deste recurso? A TIM está fazendo sua parte com investimentos pesados em fibra óptica para interligação de cidades, sendo o mais recente a ligação de Manaus a Belém, através do projeto LT Amazonas. No triênio, que vai até 2016, a TIM destinará cerca de 11 bilhões para investimentos, sendo que 90% desse valor será destinado à infraestrutura de rede.

O que a TIM está fazendo nesse sentido?

A TIM tem o compromisso de ampliar a oferta de internet móvel como alternativa para a inclusão digital em todo o Brasil. Nesse sentido, a companhia está fazendo investimentos grandes e contínuos em fibra óptica para interligação de cidades, como a ligação de Manaus a Belém por meio do projeto LT Amazonas. São investimentos de longo prazo e apenas empresas comprometidas com o desenvolvimento do país aceitam fazê-los. Outro exemplo é o atendimento, até o final de 2016, das áreas rurais de Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo, obrigações oriundas da compra da licença de 4G.

Cidades como Cuiabá e Manaus, ambas sedes da Copa do Mundo, estão preparadas para atender as necessidades atuais?

A TIM já oferece cobertura 4G nas cidades-sede da Copa do Mundo. Visando à cobertura em locais de grande fluxo de pessoas, a TIM inova ao adotar o conceito de redes heterogêneas. No que diz respeito à cobertura de rede nos estádios que receberão jogos da Copa do Mundo, a TIM integra o consórcio firmado entre as operadoras para implantação de um projeto único, com investimentos e infraestrutura compartilhados, visando atender aos serviços de voz e dados nas tecnologias 2G, 3G e 4G. O cronograma de instalação obedece aos acordos firmados com as administrações dos estádios. A TIM também instalará ERBs (estações rádio base) móveis no entornos dos estádios e regiões definidas para receber a programação de Fan Fest.

O que os governos federal e estaduais podem fazer para incentivar os investimentos?

Como disse anteriormente, é fundamental o investimento em infraestrutura. Além disso, a celeridade e a desburocratizarão no processo de licenciamento de construção de rede e implantação de torres e antenas é muito importante.

O senhor poderia falar mais detalhadamente sobre a parceria com a GVT, Embratel e Vivo para a construção do backbone no Centro-Oeste?

Para tornar possível a construção de um backbone de fibra óptica que passasse pelo Centro-Oeste foi feito um acordo de construção compartilhada de rede. Essa é uma excelente opção para viabilizar altos investimentos, trazendo alta capacidade de transmissão de dados para regiões mais distantes e tornando possível o desenvolvimento destas áreas.

Serviço

Semana da Infraestrutura (Lets)
9º Encontro de Logística e Transporte
15º Encontro de Energia
6º Encontro de Telecomunicações
4º Encontro de Saneamento Básico
Data e horário: De 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique – Av: Brigadeiro Luis Antônio, 4700 – Jd Paulista – São Paulo