Para ampliar inclusão de pessoas com deficiência, Fiesp apresenta ‘Meu Novo Mundo’

Em encontro realizado nesta segunda-feira (01/12), empresas tiram dúvidas sobre a lei de cotas e o projeto da Fiesp

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Criado para ser uma alternativa para a contratação de pessoas com deficiência, o programa “Meu Novo Mundo” realizou um encontro nesta segunda-feira (01/12) com o objetivo de incentivar empresas a investir em inclusão social ao mesmo tempo em que cumprem a chamada Lei de Cotas, legislação que estabelece a obrigatoriedade de as empresas com 100 ou mais empregados preencherem uma parcela de seus cargos com pessoas com deficiência.

Reunião teve representantes de grandes empresas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

“Temos 750 pessoas com deficiência cadastradas no site do projeto, mas ainda faltam empresas. Queremos desatar esse nó, porque além de ser uma possibilidade de cumprimento da lei, é um investimento social real que a indústria pode fazer”, afirmou o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sylvio Alves de Barros Filho, a representantes da área de Recursos Humanos de grandes empresas da área automotiva, de construção, saúde, entre outras, e também a dirigentes sindicais.

Sylvio de Barros: programa "Meu Novo Mundo" é um investimento social real que a indústria pode fazer. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O supervisor de Qualidade de Vida da Divisão de Esportes e Qualidade de Vida do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Mario Quaranta, explicou como funciona o programa, que oferece vagas de aprendiz para pessoas com deficiência.

Ao todo, são três anos de curso (disponíveis nas qualificações iniciais de auxiliar de linha de produção, assistente e administrativo e almoxarife, assistente técnico de TI e inspetor de qualidade), em que a pessoa com deficiência vai se preparando para o mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que a empresa se adapta para receber essas pessoas.

“A inclusão gradativa das pessoas com deficiência durante o programa dá tempo para as empresas prepararem seus ambientes internos”, diz Quaranta. “É um projeto que traz benefícios a todos que participam: a Fiesp, o Sesi-SP, o Senai-SP [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo], as empresas, as entidades e órgãos públicos e as pessoas com deficiência.”

Superintendência: programa oferece isenção por três anos

Para tirar dúvidas dos empresários, também foi convidado para o encontro o auditor do trabalho e coordenador do projeto de inclusão da Superintendência de São Paulo, José Carlos do Carmo.

José Carlos do Carmo: aprendizagem profissional, da forma como é oferecida pelo projeto “Meu Novo Mundo”, é uma boa maneira de iniciar a inclusão laboral das pessoas com deficiência. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“As empresas que não perceberem que, se não abrirem as suas portas às pessoas com deficiência, se não se despirem de preconceitos, que não perceberem que não dá para desperdiçar talentos, vão perder o bonde da história”, disse o auditor.

Ele afirmou que a aprendizagem profissional, da forma como é oferecida pelo programa “Meu Novo Mundo”, é uma boa maneira de iniciar a inclusão laboral das pessoas com deficiência. Também ressaltou que as empresas que contratarem aprendizes por meio do programa estarão isentas do cumprimento da cota nos três anos de duração do período de preparação.

No fim da apresentação, os empresários presentes puderam tirar dúvidas sobre a Lei de Cotas e sobre o programa “Meu Novo Mundo”.

>> Saiba mais sobre o programa “Meu Novo Mundo” no hotsite