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Pesquisa inédita da Fiesp mostra como indústrias veem as fintechs

Estudo foi apresentado na abertura do Seminário Fintechs – Novas soluções financeiras para seu negócio”, realizado nesta terça-feira (21/08) na federação

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Elas ainda são desconhecidas das empresas, mas não param de crescer no país. Na prática startups que trabalham para inovar na oferta de serviços financeiros, as fintechs foram tema de dois eventos nesta terça-feira (21/08), na sede da Fiesp, em São Paulo. Assim, foi realizado o “Seminário Fintechs – Novas soluções financeiras para seu negócio” e uma rodada de atendimento aos empreendedores.

O evento foi aberto por Sylvio Gomide, diretor titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria e do Acelera Fiesp. “É preciso manter o espírito de startup”, destacou. “O crescimento da procura pelas fintechs é exponencial”.

Segundo ele, operando com custos menores, essas instituições conseguem reduzir as taxas cobradas aos empresários. “O índice de satisfação é alto, precisamos apresentar essas possibilidades ao mercado”, explicou. “Acreditamos no empreendedorismo, a Fiesp tem esse DNA, essa é uma casa de negócios”.

Gomide apresentou a pesquisa “Fintechs: alternativas aos bancos tradicionais”, elaborada pela federação com a participação de 400 indústrias no estado.

Conforme o estudo, as fintechs ainda são pouco conhecidas pelas empresas: 54,8% nunca tinham ouvido falar do assunto. “Mas há espaço para crescimento,  já que a principal motivação das empresas que nunca buscaram crédito ou utilizaram outros serviços financeiros fora do sistema bancário tradicional é a falta de conhecimento, caso de 42,4% dos entrevistados”, explicou.

Entre os motivos para acreditar na expansão dessas instituições no Brasil está o fato de que 78% das fintechs nacionais têm serviços financeiros para oferecer às empresas.

Já a principal área apontada pelas empresas da pesquisa da Fiesp como atendimento deficiente pelos bancos tradicionais é a de crédito para capital de giro (56,1%). “Cerca de 28,5% das empresas já buscaram crédito em instituições financeiras outras que não os bancos tradicionais”, disse Gomide.

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Gomide: falta de conhecimento para o uso de novos serviços financeiros. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


A motivação para fugir dos gigantes do mercado financeiro é a facilidade na contratação para 53% dos empreendedores, seguida pela agilidade no retorno da operação (50,4%) e pelas melhores taxas/tarifas (48,7%).

Segundo Gomide, 20,5% das empresas já usaram serviços financeiros fora do sistema tradicional.  “Dessas, 76,5% avaliam a experiência como boa ou excelente”, explicou.

Nessa linha, as melhores tarifas (51,5%) e a facilidade na contratação (41,7%)  também motivariam quem nunca procurou uma fintech a dar uma chance a essas instituições.

Visão dos empresários

Paulo Agresta, empresário do setor de corretagem de seguros, participante da rodada com fintechs, simultânea ao seminário, já tinha falado com 3 e estava à espera da conversa com a quarta – e só tinha elogios a fazer tanto à iniciativa da Fiesp quanto à alternativa oferecida pelas fintechs.

“Quem procurar fintechs fará bom negócio, porque não vai conseguir isso numa instituição convencional. Não vai acontecer.”

Mauricio Lloret, revendedor de semijoias em São Paulo, disse que pela primeira vez tomou coragem para conhecer as fintechs. Considerou bom o primeiro contato, mesmo não conseguindo o crédito do qual estava atrás para investir em sua empresa. “Não está dando para pegar num banco comum. Nos bancos convencionais o dinheiro que se gasta é impraticável. A empresa às vezes fica estagnada porque não consegue financiamento que seja justo, que caiba no orçamento – ainda mais se for pequena.”

Wanderley Mario Bolelli, da Áureon, média empresa da área de iluminação, disse que foi ao evento para conhecer as fintechs. Depois de participar do seminário, foi à rodada de atendimento para ver na prática. “Achei muito interessante a ideia de nova modalidade de crédito, sem ser feita pelos bancos convencionais.” Viu como vantagens o ganho em taxas, menos custos sobre as operações e objetividade nos negócios.

Para baixar a pesquisa completa, é só clicar aqui.

Ouça o boletim de áudio dessa matéria: