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“Sucesso que a gente esperava ultrapassou um pouco”, afirma diretor da Fiesp sobre Meu Novo Mundo

Deputada Mara Gabrili elogiou programa da entidade que oferece capacitação profissional a pessoas com deficiência

 Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

A meta da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é que pessoas com deficiência que participam do projeto possam conviver e trabalhar normalmente em qualquer empresa. Foi com essa afirmação que o diretor do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros, e responsável pela implantação do programa “Meu Novo Mundo”, abriu a apresentação dos resultados dos primeiros três meses do projeto, nesta segunda-feira (18/5).

“O sucesso que a gente esperava ultrapassou um pouco. Nós tínhamos a ideia de capacitar pessoas, mas nós nunca imaginamos que íamos mexer com a sensibilidade dessas pessoas e mexemos muito. Elas se tornaram felizes e entenderam que tem oportunidades reais”, disse o diretor.

Com a presença da deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP), da secretária municipal das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, e o adjunto da pasta, Tuca Munhoz, o diretor fez uma apresentação do projeto, que contou com depoimentos dos próprios contemplados pelo programa.

São 2.141 pessoas com deficiência cadastradas no programa, das 405 foram contratadas por 26 empresas participantes. O “Meu Novo Mundo”, que tem como objetivo promover a inclusão da pessoa com deficiência (PcD) no mercado de trabalho, funciona em 24 escolas do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Ana Cristina, uma das participantes de projeto, contou, em um depoimento exibido durante a apresentação, as mudanças ocorridas nos últimos três meses.

“É um divisor de águas. Procurei emprego e só encontrei portas fechadas, me casei, mas seguia desmotivada com a minha vida. Quando fiquei sabendo do projeto logo me inscrevi e hoje penso em dar um futuro melhor para a minha filha. Eu encontrei uma empresa que me abriu as portas. Agora eu sei que sou capaz”, finalizou a jovem.

A dona de casa Daguimar Aparecida Candido mora em Taubaté e também comemora os resultados do projeto e a atual fase da família. Ela é mãe de Arthur Silva, 27 anos, autista, e esposa do Antônio Carlos, 33 anos, deficiente visual, que é aluno do curso técnico administrativo no Senai-SP.

“Meu marido já está no programa há três meses e tudo mudou. Até então ele não tinha perspectiva de emprego, já corremos atrás e nada. Ele entrou em depressão e desenvolveu uma labirintite, coisa que hoje está sendo superada com o projeto e é o que eu quero proporcionar ao meu filho. Já inscrevemos ele no programa também”.

Após a apresentação do “Meu Novo Mundo”, a deputada federal Mara Gabrilli elogiou a iniciativa.