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‘O que falta é informação organizada’, afirma diretor geral do Google no Brasil

Fábio Coelho foi o convidado da reunião do Comitê de Jovens Empreendedores da federação na noite desta terça-feira (10/06)

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“Vivemos a economia do compartilhamento. Juntos, conseguimos gerar informação para melhorar o mundo”. A reflexão foi feita, na noite desta terça-feira (10/06), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, pelo diretor geral do Google no Brasil, Fábio Coelho. O executivo foi o convidado deste mês da reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da federação, num bate papo no qual falou de sua própria carreira e da chamada “democratização da inteligência”, entre outros assuntos.

O debate foi aberto pelo presidente em exercício da Fiesp, Benjamin Steinbruch, que destacou as ações do comitê. “Admiro o trabalho dos jovens empresários, vocês são prioridade para nós”, disse. “E não temos só jovens empresários aqui”. Para o diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, o incentivo não é novo. “Você sempre nos apoiou”, disse.

Em seguida,  Steinbruch deu as boas vindas a Fábio Coelho, que veio “nos brindar com a sua história”.

A partir da esquerda, Coelho, Steinbruch e Gomide: empreendedorismo em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A partir da esquerda, Coelho, Steinbruch e Gomide: empreendedorismo em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Depois de dizer que nunca pensou que “estaria um dia falando na Fiesp”, Coelho contou que é natural de Vitória, no Espírito Santo, tendo se inspirado muito na figura do pai, que “começou a empreender aos 60 anos, depois de uma carreira na Vale do Rio Doce”. “Tenho esse legado na família”, disse. “E hoje trabalho muito para tentar disponibilizar o acesso a ferramentas de educação no nosso país”.

Tendo ingressado na faculdade de Engenharia Civil na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com 16 anos, ele afirmou que foi engenheiro de obra e fez mestrado na UFRJ. Depois,  passou dois anos nos Estados Unidos, onde obteve o Certificate of Special Studies (CSS) em Administração de Empresas pela Universidade de Harvard.

Em seguida, trabalhou com marketing, bancos e telecomunicações, tendo morado em Atlanta, nos Estados Unidos, onde começou a atuar com empresas de internet, ponte que o levaria à empresa na qual trabalha hoje. “Fiquei apaixonado pelo Google quando o conheci”, contou. “Minha carreira é de construção de caminhos e de muito trabalho”.

Há três anos e meio na companhia no Brasil, ele diz que  se “encontrou”.

Democratização do acesso  

Entre os motivos dessa identificação com o trabalho desenvolvido pelo Google, está a crença de que a “democratização da inteligência pode ser o pilar de uma sociedade mais homogênea e articulada”. “A primeira coisa que temos que fazer é democratizar o acesso”, disse Coelho.

Coelho: “Minha carreira é de construção de caminhos e de muito trabalho”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Coelho: “Minha carreira é de construção de caminhos e de muito trabalho”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Nessa linha, o diretor geral do Google no Brasil destacou iniciativas como um projeto da empresa com balões biodegradáveis a 20 km de altitude para levar a conexão à internet a locais como áreas rurais no entorno de Teresina, no Piauí. “Conectamos uma escola rural pela primeira vez na internet”, contou. “A internet como ferramenta pode ser aquilo que a gente quiser que ela seja. Temos que encontrar novas alternativas e oportunidades de acesso”.

Da pedra ao digital

Segundo Coelho, a economia que se transformou a partir da pedra, da pedra e da madeira e passou pelo carbono, chegou ao ambiente digital com características “que geram oportunidades, custos de distribuição quase zero com escala instantânea”.

“Vivemos a economia do compartilhamento. Juntos, conseguimos gerar informação para melhorar o mundo”, afirmou. “O que falta é informação organizada. No Google, organizamos as informações e as tornamos universalmente acessíveis”, explicou.

Em noite de plateia lotada, a reunião do CJE discutiu a democratização da informação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em noite de plateia lotada, a reunião do CJE discutiu a democratização da informação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Para o executivo, uma sociedade com “mais transparência de informação tende a ser mais eficiente”. “Pensem em todas as oportunidades de redução das ineficiências, principalmente de forma colaborativa”.