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Novas tecnologias podem desenvolver mais biocombustíveis

Crescimento acelerado de patentes está sendo observado a partir da viabilidade do etanol brasileiro, produzido com cana-de-açúcar

Foto: Flávio Martin


Fernando Galembeck,

pesquisador da Unicamp

“As patentes de hoje podem ser tecnologias do futuro”. A afirmação é do pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Fernando Galembeck, que participou nesta segunda-feira (5) do 


10º Encontro Internacional de Energia


que a Fiesp e o Ciesp realizam em São Paulo.

“Há muitas novas rotas e novas possibilidades, muitos nichos e com possibilidade de coexistência”, explicou. Galembeck defende a necessidade de explorar alternativas e sinergias, e de investimento em logística. “O açúcar impulsionou o álcool, o aço poderá impulsionar os BTLs (biomassa para líquidos)”, acrescentou.

A indústria automobilística também está pesquisando novas tecnologias para ampliar o uso de biocombustíveis. De acordo com o presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Henry Joseph Júnior, estão sendo desenvolvidas duas células de combustível a partir de etanol e de biogás.

Segundo Joseph, o Brasil tem onze montadoras que já produziram 8,5 milhões de carros de 78 modelos com tecnologia flexfuel. Os próximos passos serão dados em direção à construção de veículos flex que utilizem menos combustíveis (com melhor relação potência/cilindrada e motores de injeção direta); veículos híbridos e elétricos.


Case

Uma empresa da Califórnia já está lucrando com investimento em uma nova tecnologia desenvolvida com a cana-de-açúcar brasileira. O diretor-geral da Amyris-Crystalserv, Roel Collier, explicou que utiliza a biologia sintética para manipular o caldo da cana-de-açúcar e dar origem a um novo tipo de combustível. “O mundo precisa de carbono renovável e o Brasil é o único lugar para produção da cana-de-açúcar em larga escala”, reiterou.

A gigante Petrobras também levou para o painel seus investimentos em biocombustíveis. Em meados de 2008 foi criada uma subsidiária com este propósito, com capacidade para produzir 171 mil metros cúbicos por ano em três unidades. No plano de negócios da empresa estão previstos US$ 2,8 bilhões para produção de biodiesel (84%) e etanol (16%).