Nossa função é reinventar o futuro digital, diz CIO da Renault em evento na Fiesp - FIESP

Nossa função é reinventar o futuro digital, diz CIO da Renault em evento na Fiesp

2º Esquenta dos Gurus, evento preparatório para a terceira edição do Hackathon, aconteceu na noite desta terça-feira (09/09), na sede da federação

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Angelo Figaro Egido, CIO da Renault na América Latina: internet estará cada vez mais presente nos carros do futuro. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Empreendedores e profissionais ligados à inovação e tecnologia se reuniram na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na noite desta terça-feira (09/09). Em discussão, formas de pensar a inovação e a aplicação de novas tecnologias em empresas

O evento, realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE), é preparatório para a 3ª edição do Hackathon, que ocorre neste mês.

“A terceira edição do Hackathon terá foco diferente da segunda edição”, explicou Cristiano Miano, diretor titular adjunto do CJE. “Queremos trazer pessoas inovadoras, um público multidisciplinar.”

Para Angelo Figaro Egido, CIO da Renault na América Latina, um dos convidados do encontro, o principal desafio dos empreendedores é reinventar o futuro digital. Egido apresentou exemplos do setor automobilístico para mostrar que há espaço para ideias e tecnologias novas. “Não há soluções empacotadas, elas estão aí para serem criadas. A arquitetura padrão será a mobile e a cloud”, opinou.

Em sua visão, as mudanças que ocorrem no mercado de automóveis, como a utilização cada vez maior de carros elétricos, com tecnologia embarcada, é uma “excelente” oportunidade para pessoas e empresas que saibam “sair da caixa”. “O carro servirá de hot spot, terá capacidade de interação com semáforos, sensores de movimentos. A internet estará cada vez mais presente nos carros do futuro e os custos de componentes e sensores não param de cair”, disse.

Tudo está mudando

Fabio Croitor: futuro está reservado para quem “não briga por capacidade produtiva, mas por inovação e capacitação contínua. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em seguida, o diretor do Media Solution Center para a América Latina da Samsung Electronics, Fábio Croitor, explicou como a multinacional se prepara para se tornar cada vez mais uma empresa inovadora. Segundo ele, a Samsung começa a migrar para uma área de produção de conteúdo e inovação.

“Tudo está mudando. A forma como interagimos com o mundo. O esporte está mais próximo do espectador, mudamos a maneira como pagamos a conta, e como consumimos conteúdos digitais.”

Para ele o futuro está reservado para quem “não briga por capacidade produtiva, mas por inovação e capacitação contínua”.

Para se ajustar a esse mundo de rápidas transformações, a Samsung criou no Brasil o Ocean, um centro de treinamento a capacitação orientado a universitários e desenvolvedores. “[O centro] oferece conteúdo complementar ao currículo acadêmico e introduz temas relacionados a negócios e empreendedorismo. O objetivo é tornar a Samsung reconhecida como atuante na comunidade de desenvolvedores, além de aumentar o conhecimento da marca”, explicou.

Em sua visão, as empresas não devem apenas inovar, devem se aproximar das pessoas. “Inovação não é laboratório, é trabalhar de mãos dadas com todos aqueles ligados à tecnologia”, opinou.

Conectividade não basta

Jacques Chicourel, gerente de Inovação e Head de Internet of Things da Telefônica Vivo: vender tecnologia e conectividade vai virar commodity. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para Jacques Chicourel, gerente de Inovação e Head de Internet of Things da Telefônica Vivo, não basta vender tecnologia e conectividade. “Virará commodity”, obsevou.

A real preocupação das empresas que pensam a inovação a sério deverá ser criar capacidade de coletar dados, utilizando sensores baratos, menores e com baixo consumo de energia. Durante sua fala, Chicourel destacou as atividades que a empresa cria para fomentar a inovação. “Buscamos facilitar a adoção de tecnologia da Internet of Things (IoT) por empresas e usuários finais de maneira simples e fácil”, disse.

Para ele um dos principais desafios para o mercado da IoT é a reconfiguração do setor. “Mercado está se reconfigurando. Ideias de valores estão em serviços e Big Data”, indicou.

Luis Leão, engenheiro de Inovação: futuro é sobre a cada vez maior conectividade entre carros, geladeiras e relógios. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em seguida, demonstrou como os objetos estarão cada vez mais conectados, resultando em uma interação diferente de tudo que já vimos.

“Hardwares são criados para tentarmos usar nossos recursos de maneiras mais inteligentes.  O futuro é sobre a cada vez maior conectividade entre carros, geladeiras, relógios…”, concluiu.

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