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No Congresso do Aço, Roriz reforça necessidade de isonomia no ambiente de negócios

Presidente da Fiesp e do Ciesp lista iniciativas para promover a competitividade das indústrias brasileiras

Agência Indusnet Fiesp

O presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz, disse nesta terça-feira (21 de agosto), durante palestra no Congresso Aço Brasil, que o país precisa oferecer isonomia no ambiente de negócios às empresas brasileiras, para que possam competir com as de outros países.

Essa falta de isonomia se reflete nos componentes  do Custo Brasil, que juntamente com a valorização cambial encarecem o produto nacional em relação ao importado em 30,4%.  “Durante esse período em que procuramos ter competitividade, nossas indústrias devem ter algum tipo de proteção, para se desenvolver e crescer, gerar emprego e renda e resolver o principal problema, que é a falta de investimento”, afirmou Roriz.

O presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz, em palestra no Congresso Aço Brasil. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz, em palestra no Congresso Aço Brasil. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Fiesp e Ciesp são favoráveis à ampliação da concorrência, ao aumento da competitividade e aprofundamento da abertura comercial negociada que promova o crescimento com maior agregação de valor nas cadeias produtivas brasileiras.

O índice de competitividade da Fiesp, que compara 43 países – que representam 90% do PIB mundial – mostra o Brasil sempre entre os menos competitivos, entre o 39º e o 42º lugar. O país tem a mais alta taxa de juros, o maior spread bancário, a maior volatilidade cambial, a mais baixa taxa de investimento como porcentagem do PIB. Há evidente falta de isonomia competitiva com o mundo.

A agenda de competitividade delineada pela Fiesp inclui a criação de um ambiente de negócios que garanta isonomia brasileira quanto a juros e tributos, reduzindo o Custo Brasil; câmbio menos volátil e “no lugar”; políticas públicas de apoio a atração de inovação e tecnologia, como estão fazendo hoje os países desenvolvidos.

E uma agenda de inserção internacional deve reduzir ou zerar a alíquota de importação de produtos e insumos que não tenham produção nacional; reformular as distorções da estrutura tarifária, respeitando a escalada tarifária, cujo objetivo é agregação de valor à cadeia industrial; avançar nos acordos comerciais de maneira negociada, buscando acesso a novos mercados e ganhos concretos para o país.

Os acordos devem prever abertura gradual e horizonte de tempo previsível para que setor privado desenvolva competências, investimentos e tecnologias.