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Nível de atividade do setor de construção cai para 34,1 pontos, no 20º mês consecutivo de queda

Perspectivas para os próximos meses pioram, mostra Sondagem da Construção, da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade do setor de construção de São Paulo apresentou nova contração em julho. É o vigésimo mês consecutivo de queda, mostra a Sondagem da Construção, do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp. No mês, o indicador passou de 41,7 pontos para 34,1 pontos), abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos).

O indicador de atividade em relação ao usual teve queda de maior intensidade que a de junho, de 33,1 pontos para 24,0 pontos. E aumentou o ritmo de queda do número de funcionários do setor. O indicador passou de 36,3 pontos em junho para 32,4 pontos em julho, abaixo da média histórica (45,8 pontos).

Recuo também na Utilização da Capacidade Operação (UCO), de 69,0% em junho para 65,0% em julho.

Más perspectivas

Os resultados da sondagem sinalizam que os empresários da construção continuam apresentando pessimismo para os próximos seis meses. O índice de atividade para os próximos seis meses chegou a 40,8 pontos em julho, contra 41,8 pontos em junho. As expectativas para compras de matérias-primas passaram de 38,8 pontos para 43,5 pontos, exibindo leve diminuição do pessimismo acerca da retração das compras de insumos.

Nas expectativas para empreendimentos e serviços (cujo indicador subiu de 37,8 para 38,6 pontos), o cenário de retração foi amenizado na leitura atual. Em relação às perspectivas quanto ao número de empregados, houve nova deterioração na passagem de junho para julho, mas em menor intensidade do que a registrada no mês anterior (de 39,0 pontos para 41,8 pontos). As perspectivas de investimento também apontaram diminuição do sentimento pessimista nesta leitura (de 30,0 pontos para 30,3 pontos).