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‘Não vamos mudar a economia sem produtos que agreguem valor’, diz diretor da Abit

Fernando Pimentel falou sobre inovação, competitividade e tributos em reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário da entidade nesta terça-feira (15/04)

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A inovação têxtil e a necessidade de estimular o setor, inclusive com mudanças tributárias, estiveram no centro dos debates da reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na tarde desta terça-feira (15/04). Convidado a falar sobre o assunto, o diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) Fernando Pimentel apresentou os principais temas debatidos na última edição do “Fórum Internacional de Inovação Têxtil: Presente e Futuro”, realizado na capital carioca, nos dias 8 e 9 de abril.

“Poucos países do mundo têm a mesma estrutura da cadeia têxtil e de confecção do Brasil”, disse Pimentel. “Buscamos a agregação de valor para dar conta do recado. Não vamos transformar a economia sem produtos que agreguem valor”.

O diretor da Abit lembrou que o Brasil é o quarto maior produtor mundial do setor, com um faturamento de US$ 56 bilhões em 2013. Uma produção vendida em 140 mil lojas em todo o país, num cenário em que a participação dos importados no total comercializado chega a 12,5%.

Com foco na busca por maior valor agregado, Pimentel destacou as oportunidades nas áreas de fibras e fiação, com o crescimento das chamadas fibras químicas. Segundo Pimentel, setores como os de esportes, aeroespacial e de defesa oferecem muitas oportunidades para esses tecidos técnicos.

Pimentel: oportunidades oportunidades nas áreas de fibras e fiação, com o crescimento das fibras químicas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Pimentel: oportunidades são boas nas áreas de fibras e fiação. Foto: Everton Amaro/Fiesp


“Estamos oito anos atrasados em termos de tecnologia no Brasil”, afirmou o diretor da Abit. “É um atraso tecnológico. Com tantos problemas e uma carga tributária cavalar, sobra menos tempo e dinheiro para investir em outras áreas, mas o mundo não está parado esperando pela gente”, destacou.

Mediador do encontro, o vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comtextil, Elias Miguel Haddad, também reforçou a importância de ir em busca das oportunidades. “Entretanto, por estarmos defasados oito anos, isto significa que temos muito a crescer, é um desafio que teremos que superar”.

Regime Tributário Competitivo

Haddad: questão tributária merece toda a atenção e esforço. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Haddad: questão tributária merece toda a atenção e esforço. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Na segunda etapa da reunião, entrou em pauta o Regime Tributário Competitivo para a Confecção (RTCC). Para Haddad, o tema é “vital e merece toda a nossa atenção e esforço, já que resolverá grande parte dos nossos problemas”.

Do que se trata, afinal? “É uma espécie de Simples sem limite de tamanho de empresa”, explicou Pimentel.

Assim, conforme o diretor da Abit, se a carga tributária para o setor está hoje em 17%, com o RTCC pode ser de 5%. “Em 2025, com uma carga de 5%, a produção será 126% maior”, afirmou.

E mais: haveria ainda um incremento de 1,1 milhão de empregos formais e US$ 7,7 bilhões em investimentos no país por conta da mudança tributária.