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Não falta financiamento para aquicultura, faltam tomadores aptos, diz coordenador do Compesca na Fiesp

Roberto Imai se reuniu com membros do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura (Compesca) na sede da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A falta de recursos para financiar projetos da indústria de pescado é uma das principais reclamações dos produtores. Mas não falta dinheiro para financiamentos e sim projetos que estejam de acordo com as exigências do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), afirmou Roberto Imai, coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Peca e da Aquicultura (Compesca) em reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta sexta-feira (26/07).

“Na verdade, recurso para pesca aquicultura sempre existiu o que não existe são tomadores aptos”, afirmou Imai, durante reunião mensal do Compesca.

Imai: é preciso entender porque não há mais tomadores aptos aos financiamentos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Imai: é preciso entender porque não há mais tomadores aptos aos financiamentos. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Em outubro de 2012, ocasião do lançamento do Plano Safra da Aquicultura pelo governo, o banco criou o Programa BNDES de Apoio ao Desenvolvimento do Setor Aquícola (BNDES Proaquicultura), com um orçamento de R$ 500 milhões para financiar projetos do setor até 31 de dezembro de 2017.

Apesar do volume robusto de recursos, o BNDES aprovou, até o momento, apenas um projeto, informou Imai. “Nós temos que começar a entender quais são as travas porque existe algum problema”, disse o coordenador do Compesca. “Ou nós temos que nos adequar ou o BNDES tem que adequar”, completou.

Pesca Esportiva

O coordenador-adjunto do Compesca, Hélcio Honda, aproveitou a reunião do comitê para divulgar o Primeiro Torneio Nacional de Pesca Amadora Esportiva, organizado pela Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe) em Niquelândia, Goiás entre 23 e 26 de outubro.

Imai, à esquerda, e Honda: torneio de pesca esportiva em Goiás. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Imai, à esquerda, e Honda: torneio de pesca esportiva em Niquelândia, Goiás. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo Honda, a disputa será entre 250 embarcações, com até três competidores cada, que devem fisgar os maiores e mais pesados tucunarés, no sistema pesque-e-solte. Para o coordenador-adjunto do Compesca, o torneio pode atrair as atenções do turismo da pesca esportiva para o munícipio de Niquelândia, uma vez que é proibido por lei a extração de peixes no Goiás, senão para consumo próprio.

“Há um potencial desenvolvimento para pesca esportiva muito grande na área e já formamos um convênio com a Secretaria de Meio Ambiente para fiscalização”, acrescentou Honda, que também é presidente da Anepe.