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Na decisão, equipes do Sesi-SP e do Unilever/Rio dão lição de espírito esportivo

Jogadoras atuaram com as unhas pintadas com as cores da equipe adversária

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A final da Superliga feminina 2013/14, no domingo (27/04), no Maracanãzinho, foi marcada pelo espírito esportivo entre as equipes. Na véspera da decisão, atletas do Unilever/Rio e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) combinaram um gesto com alto valor simbólico: as jogadoras de cada time pintariam as unhas das mãos com as cores do adversário. O time paulista, de azul; o carioca, de vermelho. No final, após a entrega de troféus e medalhas, todas festejaram e dançaram juntas.

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Juciely (Unilever/Rio) e Fabiana (Sesi-SP). Unhas pintadas em nome do espírito esportivo. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Uma mensagem de que no esporte a rivalidade deve ficar somente na disputa de cada bola, de cada lance, explicou ao final da partida a capitã do Sesi-SP, a central Fabiana Claudino. “Acho que o mais importante foi essa amizade, esse respeito. Esporte tem que passar isso cada vez mais: não tem rivalidade, grosseria ou falta de respeito. O que importa mais é o carinho”, destacou a bicampeã olímpica com a medalha de prata no pescoço.

De acordo com a líbero Fabi, do campeão Unilever/Rio, a companheira de seleção brasileira costuma liderar essas iniciativas. “A Fabiana é sempre líder nessas coisas. E a gente topou de primeira. Achamos que algumas não fossem querer. Mas até as mais velhas, que não são adeptas desse tipo de brincadeira, como Fofão, Carol Albuquerque, e algumas que nunca tinha pintado as unhas, toparam.”

Skaf foi ao Rio de Janeiro acompanhar a final da Superliga: apoio ao time. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf foi ao Rio de Janeiro acompanhar a final da Superliga: apoio ao time. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


“Foi algo único poder viver uma decisão como essa. O time do Sesi-SP, assim como a Unilever, demonstrou um coração diferente em uma temporada extremamente diferente. Houve essa cumplicidade dos dois times. Há muito tempo eu não via isso. Foi uma coisa nossa”, reforçou Fabi.

Para o técnico do Sesi-SP, Talmo de Oliveira, foi gratificante ver essa cumplicidade entre as duas equipes, independente do resultado de quadra. “O maior prêmio que a gente pode ver hoje é a campeã e a vice-campeã comemorando juntos. Uma troca de uma energia muito grande. Tudo isso é um valor que o esporte nos deixa e carimba o Sesi-SP como uma equipe que preza muito isso.”

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Fair play: jogadoras do Sesi-SP e Unilever celebram juntas. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp