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“Multimodalidade é essencial para o sistema de transporte brasileiro”

Em workshop, Departamento de Infraestrutura da Fiesp debate a importância da integração de plataformas logísticas no Brasil

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

“A implementação de estratégias ligadas à multimodalidade das plataformas logísticas no Brasil é essencial para o desenvolvimento de uma matriz de transporte madura no país”, defendeu nesta quarta-feira (10) o diretor titular adjunto do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra), Pedro Moreira.

Durante o primeiro workshop de logística da entidade no ano, a sócia da consultoria de transportes Leggio, Camila Affonso, detalhou que uma visão multissetorial é bastante complexa, tanto do ponto de vista modal, quanto do ponto de vista de cargas. “Você não vê o governo brasileiro pensando em cargas com características operacionais diferentes”, disse.

“Não se trata apenas de transportar alguns produtos. Isso (a pluralidade das cadeias de suprimentos) tem que estar contemplado no planejamento do governo”, completou. Camila sugeriu ainda que as exigências de concessões considerem questões como a produtividade e incentivem os concessionários a buscar múltiplas cargas.

O presidente da Imai, Yassuo Imai Segundo, atentou para a importância de pensar em projetos de longo prazo em logística. “Um dos grandes erros do Brasil é pensar nos projetos olhando as séries históricas, deixando de lado as projeções futuras. Temos que estar prontos para os próximos 30 anos”, frisou.

Na avaliação do diretor do Deinfra e gerente de logística da Cargill, Altamir Olivo, não há como trabalhar sem um sistema integrado. “As companhias são muitos eficientes. A produção e os investimentos puxaram nosso crescimento (da Cargill) nos últimos 20 anos, mas sem a multimodalidade isso não teria sido possível”, contou.

Finalmente, o diretor de desenvolvimento de negócios da Deutsche Bahn Internacional, Gustavo Gardini, trouxe a experiência alemã no uso da multimodalidade e alguns fatores que determinam o resultado eficiente dos modais. A Bahn fatura 40 bilhões de euros por ano, opera em 140 países e possui uma malha ferroviária de 33 mil quilômetros na Alemanha, toda duplicada. Trata-se do segundo maior operador logístico do mundo.

Apresentações

Camila Affonso, Sócia Executiva, Leggio (Clique aqui para ler na íntegra)

Altamir Olivo, Gerente de Logística, Cargill (Clique aqui para ler na íntegra)

Gustavo Gardini, Diretor Desenvolvimento de Negócios, Deutsche Bahn International (Clique aqui para ler na íntegra)

Yassuo Imai Segundo, CEO, Imai Empresas (Clique aqui para ler na íntegra)

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Multimodalidade das plataformas logísticas no Brasil foi discutida em workshop na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp