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Michel Temer conta na Fiesp sua trajetória de perseverança e dedicação

Em palestra a jovens empreendedores, Temer conta sua caminhada na vida política - de 2º tesoureiro do centro acadêmico na faculdade de Direito até a vice-presidência da República

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Nascido na cidade de Tietê, interior de São Paulo, em 23 de setembro de 1940, Michel Temer percorreria um longo caminho até chegar à vice-presidência da República.

Aos nove anos cursou datilografia, o que lhe rendeu o primeiro diploma de sua vida. Sempre achou que seria escritor, mas quando foi para São Paulo cursar a Faculdade de Direito da USP no Largo São Francisco, por ser calouro, foi escolhido para ser o candidato a 2º tesoureiro do centro acadêmico da faculdade e foi eleito com grande votação.

Sua trajetória foi tema de palestra na noite de quinta-feira (17/05), atendendo ao convite do Comitê de Jovens Empreendedores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

“Entrei sem querer na atividade política estudantil, e com isso me preparei para ser candidato à presidência do centro acadêmico no quarto ano de curso”, lembrou Temer diante da plateia de aproximadamente 300 pessoas entre empresários, estudantes e membros do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp.

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Vice-presidente da República, Michel Temer durante evento na Fiesp

O estudante Michel não foi eleito, mas concluiu o curso. Um de seus professores foi nomeado secretário de Educação do Estado de São Paulo e o convidou para ele ser oficial de gabinete, onde ficou por dois anos. Começou a exercer a profissão de advogado na área trabalhista em um sindicato paulista de vendedores viajantes.

“Ganhava pouco, era uma vida de muita luta, mas com muita dedicação”, descreveu. Em 1969, foi aprovado em concurso para a Procuradoria do Estado.

Outro professor lhe convidou para ser assistente de Direito Constitucional na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Pouco tempo depois, em razão de uma viagem, Michel Temer o substituiu. “Fiquei trêmulo, mas treinei intensamente. Falei durante toda a aula e ao final fui aplaudido, ganhei entusiasmo na carreira universitária”. Temer passou a conciliar a carreira de procurador do Estado com as aulas que ministrava em Itu (SP).

Ascensão profissional e política

Michel Temer contou que um dos professores que conheceu na PUC era Franco Montoro, eleito governador em 1982. Sem abandonar suas atividades, Temer o ajudou na campanha. Eleito, Montoro o nomeou como Procurador Geral do Estado. “Achei que aquele seria o último estágio de minha carreira”, lembra.

Em 1984, o governador Montoro o comunicou que ele seria secretário de Segurança Pública. Em três anos no cargo, Michel Temer criou a delegacia de Defesa da Mulher e conselhos comunitários de segurança.

Candidatou-se à Constituinte e foi eleito pelo PMDB, na certeza de que ficaria naquele mandato e voltaria às suas atividades. Em 1993, voltou a ocupar o cargo de secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo a pedido do então governador Luiz Antônio Fleury Filho.

Em 1994, Temer voltou a Brasília novamente como deputado federal e foi escolhido líder do partido por dois anos. Sequencialmente, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados em uma disputa acirrada. “Fiz um mandato conciliador com as tendências, e a visão institucional facilitou minha vida profissional”.

Após três mandatos na presidência da Câmara dos Deputados, foi convidado em 2010 para ser candidato a vice-presidente com a então pretendente à presidência da República, Dilma Rousseff.

“Quando fui convidado a ser candidato a vice da Dilma, eu disse a ela: tenho uma formação democrática e não vou mudar; e ela me respondeu: ‘é disso que vou precisar, vamos trabalhar juntos neste sentido’”.