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MCTI apresenta na Fiesp programa de estímulo a startups

Projeto iTec, para fomento de negócios tecnológicos, é tema de reunião do Conic

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Na reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) desta sexta-feira (19/6), Vera Costa, gerente do Projeto iTec do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), explicou o funcionamento do programa. “Trata-se de uma ação estruturada, com conceito de inovação aberta para reunir parcerias entre startups e fomentar negócios tecnológicos”, afirmou.

Segundo ela, a plataforma é democrática, e não importa o tamanho da startup para participar do programa. “Entrando no site, o empreendedor escolhe a solução que atenda a suas necessidades. Parcerias não são feitas da noite para o dia, mas o iTec faz o primeiro encontro”, disse.

Apresentação do Projeto iTec, do MCTI, durante reunião do Conic da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Apresentação do Projeto iTec, do MCTI, durante reunião do Conic da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Outro convidado, Gerson Valença Pinto, vice-presidente de Inovação da Natura e diretor da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), dividiu algumas reflexões realizadas pela entidade. “É importante criarmos ambientes para o empreendedorismo e novos negócios. Mudar a cultura e se espelhar no que vemos lá fora, pois a inovação só acontece de fato quando chega ao mercado”, enfatizou.

Marcos Schlemm, pesquisador na área organizacional e desenvolvimento humano e professor da PUC-PR, mostrou durante a reunião um estudo comparativo entre o que chamou de ecossistema da inovação do Vale do Silício e as condições brasileiras para a inovação. Ele abordou estratégias e métricas de inovação no Vale do Silício.

“Percebemos que no Vale a inovação é espontânea ou randômica. Ao contrário do que dizem, que os EUA não estão crescendo, a prova é que o Vale do Silício sempre se destaca, já que cresce cada dia mais por conta do nível alto de inovação. Lá os professores universitários incentivam o aluno na criação de novos negócios. Aqui no Brasil, lamentavelmente, temos 1,8% de inovação. Falta um ingrediente fundamental: velocidade”, concluiu.