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Livre contratação deve chegar a 50% do mercado, estimam analistas

Para especialistas, modelo tem vantagens sobre o ambiente regulado

Os debates do





10º Encontro Internacional de Energia

, iniciado segunda-feira (5) na Capital, voltaram a destacar, nesta terça (6), a evolução do Ambiente de Comercialização Livre (ACL), que já responde por 25% do consumo de energia elétrica no País.

“Além de mais competitivo e oferecer menos riscos, o ACL permite ao consumidor renegociar preços e prazos”, assinalou Paulo Pedrosa, presidente da Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel). “Esse mercado cresceu espontaneamente e tem potencial para atingir 50% dos consumidores.”

Manoel Arlindo Zaroni, diretor-presidente e diretor financeiro e de Relações da Tractebel Energia, maior produtor independente de energia elétrica no Brasil, responsável por 7% da capacidade instalada do País, que é de 100 gigawatts, também defendeu o sistema de livre comercialização, em leilões ou por meio de licitações.

A entrada de usinas termelétricas na matriz energética brasileira, que permitiu regular a oferta em relação à demanda, também influiu positivamente para o crescimento do mercado livre, acrescentou Zaroni. “Hoje, há mais tranquilidade dos agentes com relação à oferta de energia. Ao mesmo tempo, ninguém quer ficar refém de contratos longos demais.”


Discutindo PLD

No painel mediado por José Carlos Oliveira Lima, diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), as discussões incluiram a metodologia usada na formação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD).

José Antonio Sorge, diretor da RedeEnergia e vice-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Energia (ABCE), admitiu que é preciso desenvolver novos métodos além do atual, baseado em calçudos por computador. “Na estiagem de janeiro de 2008, o PLD chegou a R$ 560. Mas desde então vem se mantendo numa faixa estável, entre R$ 90 e R$ 140 o megawatt/hora”, afirmou.

O presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Antonio Carlos Fraga Machado, encerrou as discussões com uma mensagem de otimismo. “O modelo do setor elétrico brasileiro dá sinais de que encontrou maturidade. Hoje há espaço para quem quer produzir ou comercializar energia”, observou. A CCEE substitui hoje o antigo Mercado Aberto de Energia (MAE).