imagem google

Jovens empresários da Fiesp e da NTC firmam acordo de cooperação

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, elogiou a iniciativa em encontro do CJE. "A sociedade, principalmente os jovens, não deve se omitir"

Imagem relacionada a matéria - Id: 1542341089


Paulo Skaf, presidente da Fiesp

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp e a Comissão de Jovens Empresários e Executivos (ComJovem) da Associação Nacional de Transporte de Carga e Logística – NTC&Logística firmaram um acordo de cooperação nesta terça-feira (21), durante encontro na sede da Federação.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, falou sobre economia, política e educação a uma plateia de mais de 200 jovens empresários 


(veja vídeo)


e elogiou a parceria com o ComJovem – que tem o objetivo de aproximar os grupos para tratar de temas comuns à competitividade dos setores industrial e de transporte de cargas.

“É a união que devemos sempre buscar. Da união vem a força, e a força faz com que as coisas mudem. O nosso País tem tudo, o que precisamos é acertar certas políticas e colocar o vagão no trilho”, afirmou Skaf. “A sociedade, principalmente os jovens, não deve se omitir. Tem que se cumprir a lei, fazer as coisas com ética e não ter receio de cobrar”, prosseguiu.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1542341089


Plateia de mais de 200 jovens empresários da Fiesp e da NTC durante reunião realizada no Salão Nobre, na sede da federação

No setor de transporte, o líder empresarial destacou a falta de segurança como o principal gargalo a ser enfrentado. “O roubo de cargas tira a competitividade do Brasil. Vamos fazer uma guerra contra isso. É um absurdo precisar de escolta no transporte, e ter de pagar seguros caríssimos por conta da falta de segurança pública”, ressaltou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1542341089


Francisco Pelucio, presidente do Setcesp

A assessoria de segurança da NTC estima uma perda de R$ 735 milhões com o roubo de cargas no Brasil em 2007 – um aumento de 28% sobre o valor registrado em 2002 (R$ 575 milhões). Além disso, 80% das ocorrências são registradas na região Sudeste.

“O custo também é muito alto para a indústria. Cerca de 15% do valor pago no frete é o nosso gasto, hoje, para administrar o roubo de carga”, frisou Francisco Pelucio, presidente do Setcesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo) e vice-presidente da NTC.


Pós-crise



Paulo Skaf reforçou a necessidade de o governo trabalhar uma “agenda do pós-crise”, para que o Brasil consiga se reposicionar no mercado global. Segundo ele, a agenda de enfrentamento da crise no curto prazo passa por crédito, juros e desoneração, mas é insuficiente.

“Precisamos aproveitar o momento para investir em infraestrutura, educação, formação profissional, tecnologia, inovação. Buscar oportunidades para empresas brasileiras no exterior, como a compra de ativos que hoje estão desvalorizados, deve ser pauta prioritária. Há setores capitalizados que teriam chances de fazer bons negócios”, sugeriu o dirigente da Fiesp/Ciesp.