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Jornal Nacional mostra estudo da Fiesp que revela atraso do Brasil em indicadores logísticos

Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, diz na reportagem que problema afeta a geração de emprego e o crescimento do país

Agência Indusnet Fiesp

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Noticiário de maior audiência do país, o Jornal Nacional, da Rede Globo, apresentou na edição de segunda-feira (06/05) uma reportagem sobre uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que compara indicadores de transporte do Brasil com o equivalente ao de países que são referência para o mundo todo.

“A conclusão do estudo é que em 10 anos a eficiência da nossa infraestrutura não avançou”, afirma o editor-chefe William Bonner ao apresentar a matéria.

>> Veja a reportagem no site do Jornal Nacional

Depois de ouvir o empresário José Kovacs, que fala das dificuldades de transportar peças de São Paulo (SP) para Manaus (AM), o repórter Fabio Turci traz alguns dos principais dados do estudo.

“No total foram analisados 18 itens referentes a 2010. Alguns países não demoram nem seis horas para liberar cargas. No Brasil, a espera passa de 60 horas, três dias e meio. [arte mostra que os números são 5h24 e 62h, respectivamente]. Ter 100% da malha rodoviária pavimentada é o básico em alguns países. O Brasil só tem 19%, segundo o levantamento”, diz a narração em off de Fabio Turci.

“No transporte via trens, o frete por tonelada custa lá fora menos de cinco dólares, nem 10 reais. Aqui, 74 dólares, cerca de 150 reais. Nos portos, exportar um contêiner de mercadorias custa 621 dólares nos países mais baratos. E quase 1800 dólares no Brasil”, prossegue o repórter.

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Paulo Skaf: produto sai perdendo por conta de problemas de logística.

Na sequência, Turci aparece numa rodovia. “Nas rodovias, por onde anda a maior parte da economia brasileira, a frota cada vez maior afunila o trânsito. Portos e aeroportos estão saturados. O potencial de nossos rios continua pouco explorado. No fim das contas, quando o assunto é transporte, o Brasil não está saindo do lugar.”

“Entre 2000 e 2010, o desempenho dos principais meios de transporte no Brasil sempre beirou 1/3 do que é alcançado nos melhores sistemas do mundo”, conclui em off.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, é entrevistado: “Na hora de vendermos o nosso produto lá fora ou na hora de competirmos aqui com produto importado, o nosso produto sai perdendo. E se nosso produto sai perdendo, a geração de emprego e o crescimento do país saem perdendo também.”

Bonner encerra com um informe: “o presidente da Empresa de Planejamento Logístico, Bernardo José Figueiredo, reconheceu o estado precário das rodovias e ferrovias brasileiras. Ele afirmou que os problemas se devem aos poucos investimentos nos últimos 30 anos. E lembrou que em agosto do ano passado o governo anunciou um programa de 150 bilhões de reais para serem aplicados em logística nos próximos cinco anos.”