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Investimento em startups é a ‘grande quebra no paradigma da inovação mundial’, afirma fundador da Anjos do Brasil

Cassio Spina falou sobre a importância do investimento-anjo no desenvolvimento de empresas inovadoras nascentes

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Cassio Spina, fundador da Anjos do Brasil, organização sem fins lucrativos que  apoia o desenvolvimento do empreendedorismo de inovação,  e autor do livro “Investidor-Anjo – Guia Prático para Empreendedores e Investidores”, foi o convidado da reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) realizada nesta sexta-feira (13/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Spina: setores como biotecnologia, entretenimento, saúde, educação também são visados pelo investimento-anjo. Foto: Fiesp


Para Spina, o investimento-anjo pode fazer uma diferença significativa para o crescimento do empreendedorismo brasileiro.  “Um investidor-anjo é um profissional que aposta em uma empresa que está começando e que precisa de recursos”, explicou.

Spina disse que o investidor-anjo usa sua experiência para indicar os melhores caminhos para os jovens empreendedores, donos de empresas nascentes. O investidor padrão, segundo ele , opta por empresas inovadoras, com potencial de internacionalização e de lucros.

Durante sua apresentação para membros do conselho, Spina fez questão de derrubar o que considera alguns mitos que giram em torno da figura do investidor em práticas inovadoras. “O setor de interesse para o investimento inteligente não é apenas o de tecnologia. Setores como biotecnologia, entretenimento, saúde, educação também são visados.”

O autor ressaltou a importância o investidor- anjo. “O investidor tem experiência na organização, rede de relacionamento, visão fora da caixa. Tem tudo aquilo que falta para um jovem empreendedor. A falta desses quesitos mencionados é justamente o que leva novas empresas a fracassarem. O anjo aumenta as chances de sucesso, acelera o crescimento e amplia oportunidades, resumiu.


Prática consagrada nos Estados Unidos

Segundo Spina, nos Estados Unidos, somente em 2012, foram investidos 22 bilhões de dólares em empresas nascentes. “Boa parte desse investimento vêm dos anjos. Ações assim geram empregos e riqueza.”

No Brasil, o modelo já começa a ser adotado. “Mais de 10 mil empresas brasileiras já receberam investimentos voluptuosos.”

Para Spina, o Brasil já é um país empreendedor. Mas o perfil do investidor passa por mudanças. “Maior parte dos jovens quer criar grandes negócios, grandes e relevantes empresas.”

“O investidor no Brasil não é necessariamente um multimilionário. É uma pessoa com boa renda, que tem condição de investir uma quantidade de dinheiro e apostar numa boa ideia.”


Necessidades de inovação

“As empresas precisam acelerar o ritmo de inovação. Reduzir custos de capital. Diluir riscos. Aumentar competitividade. Ganhar escala em inovação. Mas muitas possuem anticorpos contra a mudança. Investir em startups é a grande quebra no paradigma da inovação mundial”, concluiu.

Antes da fala de Spina, Rodrigo  da Rocha Loures, presidente do Conic, falou sobre a importância do investimento na inovação das empresas. “O Brasil precisa de uma indústria de investidores, que possam realizar funding o e transferir tecnologia de gestão”, disse.