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Internet das Coisas pode injetar até US$ 14,4 trilhões no mercado corporativo

Nova onda da revolução tecnológica foi tema de Workshop promovido pelo Departamento de Infraestrutura da Fiesp

Katya Manira e Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

Algumas empresas projetam incrementos da ordem de US$14,4 trilhões, outros especialistas acreditam que o montante girará em torno de US$ 7,4 trilhões. O número pode até causar discórdias, mas o que ninguém duvida é que até 2025 a Internet das Coisas (IoT) será o grande motor da economia mundial.

Tema de workshop realizado na tarde desta quarta-feira (29/07) pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a IoT é considerada por  muitos um fenômeno próximo ao que foi a Revolução Industrial no século 19.  Isto porque a plena conectividade dos itens usados no nosso dia a dia à rede mundial de computadores mudará completamente o modo como cada um de nós consome. Consequentemente, a forma de produzir produtos, vendê-los, entregá-los e convencer o consumidor a comprá-los também será afetada.

“A comunicação machine to machine (M2M) envolve praticamente todas as esferas de ações humanas. Desde a parte de infraestrutura mais básica – como cabeamento e antenas – até questões de éticas que estão no limite da compreensão do homem, tais como privacidade e segurança”, explica Américo Tristão Bernardes, diretor do Departamento de Infraestrutura para Inclusão Digital dos Ministérios das Comunicações.


Workshop na Fiesp sobre Internet das Coisas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Workshop na Fiesp sobre Internet das Coisas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Ao conectar pessoas, processos, dados e objetos, a IoT permite que as empresas acumulem e acessem informações sobre o movimento de nossos corpos e nossos hábitos de consumo com uma precisão muito maior. Com esses registros, por exemplo, elas conseguirão reduzir, otimizar e economizar recursos naturais e energéticos, ampliando assim a sua produtividade.

Não à toa, empresas brasileiras estão investindo US$ 79 milhões em Internet das Coisas somente neste ano, de acordo com pesquisa divulgada pela empresa de tecnologia Tata Consulting. Entre as 795 empresas entrevistadas, 12% dos líderes de negócios planejam investir US$ 100 milhões em 2015, e 3% buscam fazer um investimento mínimo de US$ 1 bilhão – cada. O relatório também mostrou que as empresas esperam que seus orçamentos para a IoT continuem crescendo ano a ano, com valores que devem aumentar 20% até 2018, somando US$ 103 milhões.

IoT no Brasil

Apesar de pouco conhecida, a tecnologia IoT já está presente no Brasil, conforme mostrou o diretor de Soluções para Governo e Cidades no Brasil da Microsoft CityNext, João Thiago Poço, durante o worshop.

Na cidade de Petrópolis o monitoramento dos pluviômetros para a detecção de calamidades utiliza a tecnologia IoT. A mesma que faz funcionar os radares de trânsito da cidade de São Paulo que transmitem informações diversas sobre um veículo diretamente para uma viatura da polícia. Outro exemplo em território nacional são as lixeiras do Paraná, que emitem avisos a uma central de gerenciamento quando estão cheias. Assim, os órgãos públicos conseguem evitar o acúmulo de lixo e, consequentemente, reduzir o risco de enchentes em regiões vulneráveis.