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Integração entre países é fundamental para projetos de infraestrutura, afirma secretário da Unasul

Em seminário na Fiesp, o secretário-geral da Unasul avaliou a importância da relação entre os países da América do Sul

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de promover a integração da infraestrutura nos países da região sul-americana, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio de seu Departamento de Infraestrutura (Deinfra), realizou o “Seminário Integração da Infraestrutura na América do Sul”, nesta quinta-feira (14/3), na sede da entidade.

O secretário geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper Pizano, afirmou que a única maneira de responder às questões relacionadas às parcerias de infraestrutura é a integração com os países da região.

“Um negócio só é bom quando um dos lados não se sente enganado. Com integração, podemos fazer um bom negócio na América do Sul”, disse Pizano.

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Ernesto Samper Pizano, da Unasul, em seminário na sede da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Ele afirmou contar com a ajuda da Fiesp para viabilizar a prática desses planos. “Se conseguirmos recursos e acordos com outros países, casualmente iremos avançar com os projetos”, comentou.

Modais

O coordenador-geral de Assuntos Econômicos da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, avaliou que o modelo atual que predomina na América do Sul é muito calcado no modal rodoviário, que não é o mais eficiente, principalmente quando se trata de longas distâncias.

Parkinson afirma que a tarefa de impulsionar a infraestrutura regional conta com enormes desafios, mas algumas tendências já são visíveis, como o aumento do interesse pelo modal ferroviário e as especulações com o modal hidroviário. “No caso brasileiro, seria um sistema intermodal, ligando rodoviário e hidroviário. Infelizmente, essas iniciativas foram do setor privado, e não do governo.”

“Quando falamos de infraestrutura, a principal fonte de financiamento é de capital público (89%), estamos diante de uma possível contração desses financiamentos, dentro da realidade brasileira”, alertou.

De acordo com o consultor da Fiesp, Bernardo Figueiredo, a ação da Unasul em focar no que já está sendo trabalhado, mas sem perder de vista novos projetos que possam surgir, é um diferencial. “Nós precisamos acreditar na introdução da infraestrutura. O que gera necessidade de aporte é o próprio projeto”, disse.