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Infraestrutura brasileira não oferece condições de crescimento

Conselho Superior de Infraestrutura da entidade discutiu, na manhã desta quinta-feira (13/02), melhores práticas para o desenvolvimento nacional

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Uma nova mentalidade empresarial e governamental para o desenvolvimento da infraestrutura brasileira foi o tema da reunião do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na manhã desta quinta-feira (13/02), na sede da instituição.

Segundo Vicente Assis, presidente da consultoria McKinsey no Brasil, o setor de infraestrutura nacional apresenta lacunas e precisa acelerar os investimentos nos próximos anos para se adequar à demanda crescente e não desperdiçar oportunidades de melhorias econômicas.

“A infraestrutura brasileira não atende atualmente as demandas atuais e não fornece condições de crescimento.  Os investimentos são modestos, de apenas 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB)”, disse.

A reunião do Coinfra nesta quinta-feira (13/02): entraves ao desenvolvimento em debate. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A reunião do Coinfra: entraves ao desenvolvimento em debate. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Para Assis, seria necessária uma injeção de R$ 240 bilhões no período entre 2013 e 2014 para que os problemas fossem minimizados. “A situação é ruim e atualmente estamos investindo menos que a média global”.

Assis ressaltou que muitos dos problemas enfrentados diariamente por boa parcela da população são decorrentes da falta de planejamento e investimento tanto na esfera pública quanto da esfera privada. “Baixo investimento gera problemas em nossas rodovias, ferrovias, cria apagões, problemas de abastecimento de água”.

Assis: investimentos em baixa. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Assis: investimentos em baixa. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para o dirigente, outro problema é a falta de confiança do setor privado para investir. “Países com modelos diferentes, com grande parcela de investimento privado, têm equacionado esses problemas”, afirmou.

A facilidade de acesso ao financiamento de grandes obras, a estruturação de planejamento econômico e urbano integrado, com otimização da produtividade da mão de obra e aumento da produtividade dos métodos construtivos e, ainda, alternativas para desoneração tributária, estão entre as ações que Assis julga  necessárias para ajudar o Brasil a recuperar o atraso.

Rodolpho Tourinho, presidente do Coinfra, também participou do encontro.