Indústria paulista gera empregos pelo 2º mês consecutivo, aponta Fiesp

Saldo de vagas criadas em outubro subiu 0,11%, com 2.500 novas posições de trabalho

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Outubro é o segundo mês consecutivo a apresentar saldo positivo na geração de empregos na indústria paulista, com a criação de 2.500 vagas, alta de 0,11% frente a setembro, na série sem ajuste sazonal. Esse resultado para o mês não era visto desde 2010, quando a variação para o período subiu 0,02% e somou 500 postos de trabalho.

No acumulado do ano, o saldo segue positivo e soma 9.000 empregos gerados (0,42%). Já os dados com ajustes para o mês ficaram estáveis (-0,02%). As informações são da pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, divulgada nesta sexta-feira (10 de novembro) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Segundo o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, as duas altas consecutivas sinalizam uma recuperação da atividade industrial no Estado. “Apesar de ainda estar em baixa intensidade, essa recuperação é persistente”, avalia Francini.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de outubro, 8 ficaram positivos, 3, estáveis, e 11, negativos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta do setor de máquinas e equipamentos, com geração de 2.000 postos de trabalho, seguido de confecção de artigos do vestuário e acessórios (969).

No campo negativo ficaram, couro e calçados (-778) e produtos têxteis (-492).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou positiva no Estado de São Paulo (0,11%), na Grande São Paulo (0,33%) e também no interior paulista (0,03%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 16 que apontaram altas, destaque por conta de Matão (1,91%), influenciada pelo setor de máquinas e equipamentos (3,96%) e confecção de artigos do vestuário (4,57%); Piracicaba (1,74%), por máquinas e equipamentos (7,17%) e veículos automotores e autopeças (0,87%) e Osasco (0,55%), por produtos de borracha e plástico (1,31%) e confecção de artigos do vestuário (3,10%).

Já dos 17 negativos, destaque para Santa Bárbara D’Oeste (-2,62%), por produtos alimentícios (-37,80%) e produtos de metal (- 5,94%); Jacareí (-1,68%), por confecção de artigos vestuários (-40%) e produtos químicos (-0,26%); Jaú (-1,58%), influenciado por artefatos de couro e calçados (-6,29%), papel e celulose (-14,89%).

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