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Indústria paulista gera 6 mil empregos em janeiro

Variação positiva de 0,24% sobre dezembro é negativa em 0,15% no ajuste sazonal, segundo pesquisa de emprego da Fiesp e do Ciesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista empregou 6 mil funcionários em janeiro de 2014 em relação a dezembro de 2013. A variação, positiva em 0,24%, deve ser interpretada como negativa em -0,15% com ajuste sazonal. A conclusão faz parte da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

“Em comparação com os outros janeiros, o resultado foi negativo”, explica o diretor do Depecon, Paulo Francini.

Segundo Francini, o desempenho do primeiro mês de 2014 não permite estabelecer como vai ser o resto do ano. Ele lembra que a indústria de São Paulo perdeu 54.500 empregos em 2012 e 36.500 em 2013. “Foram 91.000 vagas perdidas em dois anos, um resultado muito ruim”.

Nesse contexto, “2014 não deve apresentar nenhum fato novo”. “Devemos fechar o emprego próximo de zero esse ano”, afirma Francini. “Se cair ou se subir, vai ser algo em torno de 0,5%, porque 5% não vai ser”.

Entre os setores, a maior queda no número de vagas ficou com o grupo açúcar e álcool: -0,10%. Em números absolutos, foram menos 2.603 postos de trabalho. Entre os 22 setores analisados, 14 tiveram variação positiva, seis negativa e dois ficaram estáveis.

A área que mais gerou empregos foi a de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com 3.381 profissionais empregados, numa variação de 4,7%. O segundo lugar ficou com produtos de borracha e de material plástico: 2.032 postos e 1% de crescimento. Já a preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para a viagem e calçados abriu oportunidades para 1.012 trabalhadores ou 1,5% a mais.

Indicadores regionais

Em janeiro de 2014, a variação do nível de emprego foi de 0,27% na Grande São Paulo e de 0,21% no interior.

Entre as diretorias regionais consideradas na pesquisa, 20 tiveram variação positiva, 11 negativa e cinco ficaram estáveis. O melhor desempenho observado sob esse critério foi o da cidade de Franca, com 4,72% mais empregos, seguido por Jaú, com 3,75%, e por Araçatuba (1,48%).

Por que os resultados positivos? Devido ao setor de artefatos de couro e calçados, junto com o de produtos de borracha e plástico, em Franca; ao de móveis e de artefatos de couro e calçados em Jaú e aos de produtos alimentícios e máquinas, aparelhos e material elétrico em Araçatuba.

Já os resultados negativos observados no primeiro mês do ano foram mais intensos em São João da Boa Vista (-2.18%), Jacareí (-1,90%) e Piracicaba (-1,82).

Os motivos estão ligados, em São João da Boa Vista, ao setor de produtos alimentícios e de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos). Em Jacareí, a redução de vagas foi maior com confecção de artigos do vestuário e produtos minerais não metálicos. No caso de Piracicaba, os problemas ficaram com produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos) e produtos diversos.