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Indústria de SP fecha 54,5 mil vagas no 1º semestre

É o pior resultado acumulado para o período, segundo pesquisa da Fiesp/Ciesp. Em junho, setor eliminou 8 mil postos de trabalho

A indústria paulista de transformação fechou o primeiro semestre do ano com baixa de 54,5 mil postos de trabalho (-2,41%), segundo dados divulgados nesta quarta-feira (15) pela Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

“No acumulado de janeiro a junho, este certamente é o pior resultado em décadas. Mas temos de considerar que estamos diante de uma situação totalmente anormal de crise”, avaliou Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) das entidades.

Com a perda líquida de 8 mil vagas em junho, a pesquisa também revelou o pior resultado para o emprego no mês desde o início da série histórica, em 2005. A variação nominal ficou em -0,36%, retração que se amplia para -0,42% com ajuste sazonal. “Não chegamos no zero ainda, mas o índice caminha para o equilíbrio em julho”, apostou Francini.

Comparativamente a junho de 2008, a variação é negativa em 7,95%, o que equivale a 191 mil trabalhadores a menos na indústria.


Sensor



O indicador antecedente da Fiesp apurado na primeira quinzena de julho atingiu 54,6 pontos, contra 52,4 registrados na medição anterior. O destaque ficou com mercado (62,5) e vendas (60), que superaram os 60 pontos, juntos, pela primeira vez na série histórica da pesquisa, iniciada em 2006.

O item emprego manteve a tendência de crescimento (52,1). Apesar disso, Paulo Francini frisou que ainda não é possível mensurar os efeitos da crise financeira no movimento das contratações e demissões. “A crise vai dar o maior salto na relação de produtividade no mundo. Mesmo se voltarmos ao patamar de produção pré-crise, não se sabe o que será feito do emprego”, ponderou.

Os investimentos alcançaram 54,9 pontos no Sensor. O estoque, no entanto, ainda se mostra acima do desejado (41,4).


Perspectiva



A Fiesp e o Ciesp estão cautelosos quanto às previsões, mas afirmam que o segundo semestre de 2009 será melhor que o primeiro, tanto para a geração de vagas quanto para o PIB – que, segundo as entidades, deve registrar expansão próxima de 1% no segundo trimestre do ano.

“A comparação com 2009, que já está estatisticamente prejudicado, já dá alguns pontos percentuais para 2010. Um crescimento de 3,5% para o próximo ano perderá ser facilmente obtido”, projetou Francini.



Para visualizar o estudo completo da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de SP, clique aqui


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Para os resultados da pesquisa Sensor da 1ª quinzena de julho, clique aqui


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