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Indústria de SP contrata 5 mil trabalhadores em abril, mas resultado fica abaixo da média

Segundo Departamento Economia da Fiesp, média de contratações para o mês é de 31,5 mil

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1537883857A indústria de São Paulo contratou cinco mil trabalhadores na passagem de março para abril, informou nesta quinta-feira (14/5) a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Na leitura com ajuste sazonal, no entanto, a variação é negativa em 0,86%.

O saldo de empregos no mês reflete, na verdade, uma contratação de 16.054 funcionários por parte do setor de açúcar de álcool que foi contrabalançada pela demissão de 11.054 trabalhadores pelo restante da indústria de transformação. No acumulado do ano de 2015, a queda do nível de emprego sentida por estes setores foi equivalente a 1,5%, a pior da série histórica da pesquisa com exceção de 2009, quando houve perdas de 3,9%, na mesma base de comparação.

“Os resultados são muito ruins, porém de certa maneira eles vêm mascarados. Em uma primeira leitura, houve geração de empregos. Mas o fato é que em abril sempre existe geração e esse mês houve pouca. Ou seja, o saldo de cinco mil empregos é muito ruim”, esclarece Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp.

A média de contratações da indústria paulista em geral para o mês de abril é de 31,5 mil trabalhadores, segundo o Depecon.

De janeiro a abril deste ano, o setor produtivo paulista já encerrou 18,5 mil postos de trabalho. Com exceção da queda registrada em 2009, ano da crise (e em que foram encerradas 32.000 vagas), este é o pior resultado para o período desde o início da pesquisa, em 2005.

Na comparação de abril de 2015 com o mesmo mês de 2014, a indústria demitiu 177 mil trabalhadores.

Setores e regiões

Dos 22 setores avaliados pela pesquisa do Depecon, 16 registraram baixa no emprego, cinco informaram contratações e um permaneceu estável.

O setor de produtos alimentícios foi o que mais contratou em abril, com a criação de 19.246 vagas, sendo a maior parte para usinas de açúcar. A indústria de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis também se destacou entre as contratações com 3.634 empregos gerados no mês passado.

Entre as perdas, destaque para o segmento de veículos automotores, com 5.843 demissões, seguido pela indústria de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, que fechou 3.007 vagas.

Das 36 regiões apuradas, 25 sofreram queda no emprego e 11 anotaram alta.

Entre os comportamentos de alta, a indústria de Jaú se destacou com aumento de 8,56%, impulsionado pelos segmentos de produtos alimentícios (21,46%) e de coque, petróleo e biocombustíveis (48,46%). Sertãozinho também avançou, a 3,91% em abril, motivada por contratações no setor de produtos alimentícios (12,06%).  O emprego em Araraquara subiu 2,66%, em meio a alta na indústria de produtos alimentícios (9,05%) e no segmento de confecção de artigos de vestuário (0,23%).

No campo das perdas, a região de Taubaté registrou a maior queda, 3,62%, pressionada pelo baixo desempenho nos segmentos de veículos automotores e autopeças (-7,85%) e de metalurgia (-4,76%).  São Caetano também anotou baixa, de 1,82%, em meio a demissões nas indústrias de veículos automotores e autopeças (-2,89%) e de produtos de metal (-2,55%).

Jacareí também se destacou com uma queda de 1,81%, influenciada pela baixa nos setores de produtos químicos (-18,07%) e de produtos têxteis (-2,94%).