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Indicador de Nível de Atividade da indústria cai 10,2% em maio

Pesquisa Sensor, de expectativas, segue acima dos 50 pontos pelo 17º mês consecutivo

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista,  medido pela Fiesp e pelo Ciesp, apresentou forte queda (10,2%) em maio em relação a abril, na série com ajuste sazonal. O expressivo recuo foi influenciado pela variável de vendas reais, que cedeu 16% no mês, seguida por horas trabalhadas na produção (-2,3%) e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), -1,8 p.p. Já na série sem ajuste, o indicador cedeu 1,1% no mês e 4,2% na comparação com maio do ano anterior. No acumulado do ano, ficou positivo em 3,6% em relação ao mesmo período de 2017. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29 de junho).

Segundo José Ricardo Roriz Coelho, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, a greve dos caminhoneiros agravou um pouco mais uma recuperação que já vinha em ritmo lento. “Os resultados de 2018 já vinham bem abaixo do que imaginávamos quando fizemos as projeções em 2017. A greve dos caminhoneiros tornou mais grave a preocupação de crescimento ao longo do ano. Para os próximos três meses, não vemos nenhuma chance de recuperação da atividade da indústria. Provavelmente, vamos ter uma situação pior do que a do primeiro trimestre de 2018”, avalia.

No entanto, Roriz pondera que ainda é preciso analisar os reflexos que essa greve terá sobre as empresas. “As empresas têm seus compromissos financeiros e o fato de terem ficado cerca de20 dias sem vender vai agravar ainda mais a situação de capital de giro, que já era bem difícil. É um momento de muita apreensão e de muita preocupação”, completa.

Ouça o boletim de áudio dessa notícia:

Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de metalurgia básica, cuja atividade cedeu -18,3% em maio, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e o NUCI recuaram 6,5%, 36,4% e 0,5p.p., respectivamente.

O INA do setor de veículos automotores recuou 6,2% no mês. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e o NUCI caíram 8,2%, 30,2% e 2,4 p.p, respectivamente.

Sensor

A pesquisa Sensor de junho, também produzida pelas entidades, cedeu 1,4 ponto, para 50,2 pontos (51,6 pontos em maio), porém se mantém acima dos 50 pontos pelo 17º mês consecutivo. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial paulista para o mês. No entanto, esse nível não era visto desde julho de 2017.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas cedeu 2 pontos, para 51,8 pontos em junho. O indicador de estoques caiu 1,5 ponto ante maio (46,8 pontos), marcando 45,3 pontos no mês de junho, o que indica que os estoques estão acima do nível desejado.

Houve queda também no indicador de emprego (1,5 ponto), que marcou 50,8 pontos no mês, sendo que resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês.

Para a variável que capta as condições de mercado, o recuo foi de 1,7 ponto, passando de 53,3 pontos em maio para os 51,6 pontos no mês de junho. Acima dos 50,0 pontos indica melhora das condições de mercado.