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Importômetro alerta sobre desemprego no setor têxtil com aumento da importação

Fiesp apoia lançamento do painel que mostra, em tempo real, quanto País já importou em artigos têxteis

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Elias Miguel Haddad (centro), coordenador do Comtêxtil

Importômetro, painel inaugurado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) na terça-feira (17), formaliza o que a Fiesp tem alertado: o aumento do desemprego no setor fomentado pela crescente importação de artigos têxteis.

A afirmação é de Elias Miguel Haddad, coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecções e Vestuário (Comtextil) da Federação, durante reunião com empresários do setor na tarde desta terça-feira (17).

Segundo levantamento da Abit, as importações de vestuário subiram 40,6% entre janeiro e novembro de 2011, na comparação com o mesmo período em 2010. “O setor têxtil, confecção e vestuário emprega 1,7 milhão de pessoas, sendo que a maior parte delas são mulheres e donas de casa, e esse emprego está sendo comprometido por conta das importações predatórias”, analisou Haddad.

Ele representou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em evento da Abit na véspera, onde foram lançados o Importômetro – painel eletrônico que mostra em tempo real quanto o Brasil está importando de artigos têxteis e de confecções – e a campanha Moda Brasileira: Eu uso, Eu assino. Ambas as iniciativas são esforços no sentido de reverter o cenário de baixa da indústria têxtil brasileira.

“O Importômetro é um instrumento público que dramatiza um fato verdadeiro: a criação de desemprego aqui e de emprego no exterior”, ressaltou Haddad. E acrescentou: “Dei a eles a mensagem do presidente de que a Fiesp vai apoiar integralmente e vai se comprometer na divulgação”.

A indústria têxtil encerrou 2011 com déficit de US$ 4,7 milhões na balança comercial e saldo negativo de pelo menos 20 mil empregos, segundo informações da Abit.

Substituição tributária

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Maria Concepción, gerente do Depto. Jurídico da Fiesp

Durante a reunião do Comtextil/Fiesp, nesta terça-feira (17), Elias Haddad discutiu com empresários como melhorar a competividade do setor. E um dos assuntos que gerou temores foi o cumprimento da substituição tributária por parte da indústria têxtil. Ou seja, o pagamento antecipado do ICMS referente às operações que ainda acontecerão, como na distribuição e venda no varejo.

“A indústria têxtil de confecção está entrando agora na susbstituição tributária de ICMS, mas isso não se aplica às operações internas no Estado de São Paulo”, disse a gerente do Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp, Maria Concepción. Segundo ela, o estado paulista assinou o Protocolo ICMS nº 119/11 com o Rio Grande do Sul, no qual a substituição tributária é aplicada apenas nas saídas de meias-calças finas femininas para o estado gaúcho. Este protocolo, publicado em cinco de janeiro, aguarda um decreto com mais esclarecimentos para entrar em vigor.

Com a substituição tributária na indústria, a sonegação de impostos é interrompida, já que o pagamento de imposto é feito no início da cadeia.

“A Fiesp não é contra a substituição propriamente dita”, destacou Haddad. Ele alertou, no entanto, que a calibragem da Margem de Valor Agregado (MVA) é essencial e deve ser coerente para evitar prejuízo não só para a indústria, mas principalmente para o consumidor final. “A Fiesp procura trazer esse valor [MVA] para a realiadade através de levantamentos estatísticos”, esclareceu.