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Importados vão abocanhar um terço do consumo de produtos têxteis no Brasil em 2013, prevê especialista

Marcelo Prado, do IEMI, apresentou perspectivas da Indústria Têxtil em reunião do Comtextl da Fiesp; encontro aconteceu durante feira Tecnotêxtil Brasil

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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Marcelo Prado: varejo de vestuário movimentou R$ 161,4 bilhões em 2012. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Em 2013, cerca de um terço dos produtos têxteis consumidos no Brasil será de importados. A informação é do diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), Marcelo Prado, que apresentou nesta terça-feira (16/04) uma série de dados de desempenho e  do setor têxtil nos anos de 2012-13 – e as perspectivas para o ano de 2013.

A palestra aconteceu durante a reunião mensal do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na 3ª edição da Feira de Tecnologias para a Indústria Têxtil (Tecnotêxtil Brasil), no centro de exposições e convenções Expo Center Norte.

De acordo com Marcelo Prado, em 2012 o varejo de vestuário movimentou R$ 161,4 bilhões em 2012, com o crescimento de 2,4% na fabricação de peças. Segundo ele, a perspectiva para 2013 é de um aumento de 3,3% no número de peças. Apesar do resultado positivo, Prado enfatizou que o crescimento do varejo têxtil brasileiro em 2012 foi pequeno se comparado ao de outros setores, que registram elevação de 8,4%.

“O crescimento [varejo têxtil] foi aquém quando comparado ao do comércio varejista em geral, como, por exemplo, os setores de automóveis e de produtos da linha branca e marrom [eletrodomésticos], que receberam incentivos fiscais.  Nosso setor não recebeu nenhum tipo de benefício [fiscal] e, mesmo assim, não aumentou os preços, apesar do crescimento dos produtos importados”, enfatizou o diretor do IEMI.

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Reunião do Comtextil aconteceu na feira Tecnotextil. Foto: Julia Moraes/Fiesp


Parcerias comerciais

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Carlos Pereira. Foto: Julia Moraes/Fiesp

No encontro, Carlos Pereira, gerente de projetos da empresa Nord France Innovation Développement, e sua comitiva, formada por representantes de indústrias têxteis da Espanha, França e Portugal, apresentaram oportunidades de negócios e parcerias comerciais na produção de produtos têxteis avançados, com destaque para os setores automotivos, aeronáutico e hospitalar.

“As empresas precisam trabalhar com produtos de mais valor. E este produto muitas vezes é para atender necessidades de outros setores. E isso inclui a criação de produtos têxteis avançados”, salientou.

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Rafael Cervone. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Opinião compartilhada 1º vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone Netto,  para quem a parceria entre a cadeia produtiva têxtil e os centros de inovação da Europa impulsionará o setor de produtos têxteis avançados.

“Buscamos no nosso dia a dia interagir com estes institutos. Alguns países europeus têm o centro de inovação com tecnologia de ponta, mas não têm mais a indústria. O momento é propicio para a integração entre os centros de tecnologia [europeus] e as indústrias brasileiras”, avaliou Cervone.

Sobre a Tecnotêxtil Brasil

Considerada a principal feira de tecnologias têxteis da Região Sudeste, a Tecnotêxtil Brasil 2013 apresenta os lançamentos de 300 marcas de empresas nacionais e internacionais. Entre os países expositores, podemos destacar fabricantes da Alemanha, China, Eslováquia, Estados Unidos, Índia, Itália, Peru, Reino Unido, Suíça e Turquia.

Paralelo ao evento, acontece a XXV Congresso Nacional de Técnicos Têxteis e o 1º Congresso Científico Têxtil e de Moda, promovidos pela Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (ABTT), que reúne cerca de 1,5 mil profissionais, docentes e estudantes que participaram de palestras e apresentações de trabalhos acadêmicos que contemplam todos os elos da cadeia têxtil.