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Hungria retoma representação comercial em São Paulo

Fiesp oferece apoio às empresas húngaras que pretendem fixar negócios no país

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

O secretário de Estado do Ministério de Comércio Exterior da Hungria, Levente Magyar, anunciou nesta quarta-feira (29/4) a instalação de uma representação comercial húngara junto ao consulado em São Paulo, reaberto nesta semana.

O anúncio foi feito durante o Fórum Empresarial Brasil-Hungria, realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O embaixador húngaro no Brasil, Norbert Konkoly, também participou do encontro.

O diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, deu as boas-vindas aos participantes do evento, em especial a Zsolt Maris, que assumiu o Consulado da Hungria em São Paulo.

Segundo Zanotto, a Fiesp deve trabalhar para auxiliar as empresas a vencer os entraves burocráticos no início dos negócios.

“Vamos nos esforçar para ajudar, inclusive, empresas húngaras individuais nos primeiros passos no Brasil, para que encontrem as oportunidades ideais, ainda mais nesse período de transição”, afirmou o diretor.

Para Zanotto, a Hungria – com quem o Brasil mantém acordo de cooperação recíproca de investimentos de mais de R$ 3 bilhões e de bitributação – é um país conveniente para investimentos pelo custo de mão de obra bastante competitivo na União Europeia e a alta tecnologia.

“Se a missão da Fiesp fosse resumida em uma palavra seria competitividade e um dos eixos fundamentais da competitividade é a inovação e a tecnologia”, disse o diretor da Fiesp.
O secretário húngaro Magyar sinalizou otimismo em relação ao futuro das relações comerciais com o Brasil, lembrando que serão fundamentais a atuação do novo consulado em São Paulo e o apoio da Fiesp às empresas que venham fixar negócios.

“Existem mais de 100 mil húngaros em São Paulo, que representaria a quarta ou quinta maior cidade da Hungria, por isso, temos muito o que capitalizar no Brasil”, afirma.

Segundo Magyar, mais de dois mil brasileiros estudam na Hungria, país de 10 milhões de habitantes, menos da metade da população registrada na região metropolitana de São Paulo (22 milhões). O número de habitantes no Brasil é dezesseis vezes maior do que na Hungria.

Na economia húngara, 50% das exportações vêm do setor automotivo, que gera emprego para mais de 300 mil húngaros, mas os setores de tecnologia da informação e agricultura também são representativos.

Após o seminário, empresários húngaros e brasileiros participaram de rodada de negócios na Fiesp.

Nesta quinta-feira (30/4), a Fiesp participa da 3ª Sessão da Comissão Econômica Mista (Comista) Brasil-Hungria, em Brasília.