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Holanda busca ser líder internacional de reciclagem, afirma ministra dos Países Baixos

De acordo com Wilma Mansveld, Brasil e Holanda podem enfrentar juntos os desafios que têm na área ambiental

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Uma sociedade que destrói o solo, destrói a si mesmo. O alerta é de Wilma Mansveld, ministra do meio ambiente dos Países Baixos.

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Ministra Wilma Mansveld. Foto: Everton Amaro/FIESP

“Nossa existência depende do solo”, destacou Wilma na abertura de seminário de cooperação Brasil-Holanda realizado na tarde desta quarta-feira (02/04) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“A pergunta é como proteger o solo? Um das respostas para isso é fazer de forma correta a gestão de resíduos. E isso não é apenas questão de tecnologia, mas organização e planejamento.”

Segundo Wilma, a Holanda busca ser líder internacional de reciclagem e ter a colocação mais baixa no ranking do desperdício. Para isso, desenvolve uma política ambiental moderna, que inclui todos os envolvidos na produção.

“Tenho certeza que o Brasil também reconhece a necessidade de melhorar sua política e aumentar a responsabilidade dos produtores e promover acordos entre indústrias e governos para implementar os sistemas de reciclagem.”

Com relação às políticas públicas, a ministra destacou o planejamento urbano. “Cresce cada vez mais o número de pessoas vivendo nos grandes centros e o desafio para manter a cidade saudável nessas condições é imenso. Ao mesmo tempo, temos que conviver com as mudanças climáticas que provocam fenômenos como seca e inundações.”.

De acordo com a titular da pasta, o planejamento urbano precisa incluir espaços verdes, parques e tetos verdes.

“Também é importante trabalhar para que o solo faça a drenagem da água, evitando as enchentes”, mencionou a ministra, que mencionou a gestão eficiente das águas subterrâneas como outra forma de uso criativo do solo.

“Colaborando um com o outro, Brasil e Holanda podem enfrentar os desafios que têm na área ambiental.”