imagem google

‘Governo não tem plano estratégico para desenvolvimento econômico’, afirma diretor da Fiesp no Megapolo Cubatão

Para diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da federação, atual situação da indústria brasileira prejudica investimentos

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

“O governo não tem um plano estratégico para o desenvolvimento econômico”, afirmou José Ricardo Roriz Coelho, diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quarta-feira (04/12),  em debate da 8ª edição do Megapolo Cubatão – Fórum para o Desenvolvimento do Polo industrial, realizado na sede da entidade, na capital paulista. O evento tem o apoio da Prefeitura de Cubatão.

Para o diretor-titular do (Decomtec) na Fiesp, a atual situação industrial brasileira prejudica o investimento e o crescimento da infraestrutura. “A indústria em 2012 atingiu o mesmo patamar que tínhamos em 1955, perto dos 13% de participação no Produto Interno Bruto (PIB)”, afirmou. “Continuando assim, levaremos 40 anos para nos tornarmos um país desenvolvido”, completou.

Segundo Roriz Coelho, o câmbio valorizado destruiu a malha industrial brasileira. “Com isso, Cubatão, tema deste encontro, sofre muito com essa série de eventos que retiraram a competitividade nacional”, disse. “O preocupante é que não há planos para sair dessa situação”, encerrou.

Roriz Coelho: . “Continuando assim, levaremos 40 anos para nos tornarmos um país desenvolvido”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Roriz Coelho: “Assim, levaremos 40 anos para nos tornarmos desenvolvidos”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Em seguida, o diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) – Cubatão (Ciesp-Cubatão), Valdir Caobianco, falou sobre o desenvolvimento do polo da cidade, o qual considera “fundamental para crescimento do Brasil”.

De acordo com Caobianco, há a necessidade de um planejamento com visão a longo prazo. “Atualmente, as empresas do polo trabalham ao máximo de sua capacidade. E competem de igual para igual com quaisquer outras do mundo”, analisou. “O problema está fora das empresas, com os altos custos das matérias primas, as altas taxas tributárias, os custos logísticos e de infraestrutura e a  malha ferroviária insuficiente”, explicou.

Caobianco: “Atualmente, as empresas do polo trabalham ao máximo de sua capacidade”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Caobianco: “Atualmente, as empresas do polo trabalham ao máximo de sua capacidade”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Realizado na Fiesp desde 2009, o Megapolo Cubatão é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação. Na edição deste ano, os participantes debatem temas voltados à economia verde em um cenário de desenvolvimento sustentável, formação e qualificação de mão-de-obra e entraves à mobilidade urbana e logística.