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Governo não estimula sistemas industrializados na construção

Para Walter Cover, falta de isonomia tributária entre sistemas convencionais e industrializados é um dos pontos que atrasam a evolução da cadeia produtiva da construção

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O governo atua de forma conservadora e não estimula sistemas industrializados, que poderiam contribuir de forma mais efetiva para a solução do déficit de moradias no país. A opinião é de Walter Cover, coordenador do Grupo de Trabalho (GT) sobre Construção Industrializada do Programa Compete Brasil do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Além disso, a falta de isonomia tributária entre sistemas convencionais e industrializados é um dos pontos que atrasam a evolução da cadeia produtiva, segundo Cover, que presidiu o encontro do grupo, na manhã desta terça-feira (16/09), na sede da federação.

Durante a reunião, foram consolidadas algumas contribuições dos participantes do grupo ao ConstruBusiness 2014 e houve uma seleção de temas para a agenda de ações futuras.

Também foram temas de debate a necessidade de dar velocidade, com qualidade, aos empreendimentos do setor e a capacidade dos sistemas industrializados em atender a grande demanda de programas desenvolvidos pelo governo federal.

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Grupo de trabalho: foco na melhoria da cadeia produtiva da construção. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Na sequência, o consultor Fernando Garcia fez uma apresentação detalhada sobre o conteúdo do documento que Deconcic prepara para ser lançado no ConstruBusiness, em dezembro.

Segundo Garcia, terão um tópico específico no material a necessidade de isonomia tributária e os modelos de licitação. “A demanda é clara”, afirmou o consultor.

No material, constará ainda o cenário macroeconômico de 2014 a 2022, obstáculos e ferramentas para melhoria do processo de construção no Brasil.

“No documento, o setor buscará detalhar o processo de contratação, projeto, licitação e contratação. Assim como imprevisibilidades que atrasam e interferem no andamento das obras”, explicou Garcia.